Segunda-feira, Março 19, 2012

As mulheres de idade indefinida

Topei-as assim que chegámos ao hotel. No check-in falavam ao funcionário da recepção como se fosse empregado privado delas. Por mais que o rapaz insistisse que não tinham quartos nos andares mais altos, que o hotel estava lotado, uma delas teimava em dizer "tem sim...". Uma com uma carteira Chanel, a outra com uma Dior, ambas esticadíssimas. No dia a seguir lá estavam elas ao pequeno-almoço, com os respectivos maridos. E nós ficámos uma boa meia-hora a tentar adivinhar que idade teriam. Uns diziam quarenta-e-picos, outros sessenta, outros cinquenta-e-tal. Tentámos ver pelos maridos (barrigudos e, claramente, sem um quarto das preocupações estéticas das suas senhoras), mas nem assim lá chegámos. A pele delas, tão lisa e brilhante,  arregalava-lhes os olhos e tirava-lhes também a expressão. E a idade.  Uma coisa é certa: elas queriam aparentar menos do que aquilo que tinham efectivamente. E, só por isso, já me fazia desconfiar que deviam ser beeeeem mais velhas do que as nossas estimativas. Deve ser um bocado triste não se ter idade. Não se conseguir ter uma ideia da idade. Esconder a que se tem e querer ser outra coisa qualquer. Atenção, toda eu sou a favor de melhorias estéticas, a favor de tudo aquilo que nos melhore o corpo e a auto-estima. Mas uma coisa é melhorar, outra é transformar noutra coisa qualquer, a descaracterização total. Não quero chegar aos 60 e parecer que tenho 30. Quero chegar aos 60 e parecer que tenho 60. Mas com boa cara, bons dentes, bom cabelo, boa pele. Ou, pelo menos, o melhor que se conseguir para a idade. A juventude fabricada faz-me espécie.

Hoje deu-me para isto #51 - especial Brasil


Camisola e calções: Bazaar Chiado
Ténis: All Star

Domingo, Março 18, 2012

Hoje deu-me para isto #50 - especial Brasil


Top: Zara
Calções: Pull&Bear
Sandálias: Melissa
Carteira: La Redoute
Óculos: Ray Ban

Sábado, Março 17, 2012

Nova paixão

Quando me chegou às mãos, e a avaliar pela embalagem e pelo frasco, pensei "bonito, aí está mais um perfume de velha". Achei que era um daqueles com um cheiro que se começa a sentir a uma distância média de 5 quilómetros, um daqueles que ficam entranhados durante uma vida, um daqueles que causam enxaquecas violentas. É esta a minha definição de perfume de velha. Tipo o Chanel 5. Certinha do que ia encontrar, lá decidi abrir o perfume (o novo do Roberto Cavalli) e fiquei maravilhada. Sou uma esquisitinha com perfumes (e com cheiros em geral), mas este já conquistou um lugarito no coração (mudava-lhe o frasco, mas pronto, nem tudo pode ser perfeito).

Hoje deu-me para isto #49 - especial Brasil

Top: Bazaar Chiado (nova colecção)
Calções: Pull & Bear
Sandálias: Melissa (antigas)

Sexta-feira, Março 16, 2012

Fim de tarde no ECI

Hoje foi dia de desfile no El Corte Inglés, para conhecer a nova colecção Primavera/Verão. Claro que já fiquei com uma dúzia de peças debaixo de olho. Decididamente, esta estação vai levar-me à ruína. Gosto das cores, dos estampados, de tudo. Enfim. Deixo-vos com alguns dos meus looks preferidos.


















Hoje deu-me para isto #48 - especial Brasil

Calças: Zara (nova colecção)
Sandálias: Melissa
Colar: Bimba y Lola

Quinta-feira, Março 15, 2012

Extreme makeover powered by Nutrisse Mousse

Lembram-se das mudanças de imagem que andei a fazer pelo país em parceria com a Nutrisse Mousse? Pois é, estão prontinhas e já podemos mostrar a primeira. Começámos com a Marta, em Vila Nova de Gaia. A Marta é estudante, tem 22 anos e um drama, ou melhor, dois, comum a todas as mulheres: olha para o armário e acha que não tem nada de jeito para vestir, e acha que o cabelo é um caso perdido. Fui até lá com a equipa da Garnier para lhe provar que estava enganada. De facto, o roupeiro da Marta tinha demasiadas coisas descontraídas e largueironas, que lhe escondiam a figura (consegui descobrir-lhe uma cintura fininha por debaixo das camisolas de malha), mas encontrei várias peças com as quais fiz combinações que seriam improváveis para a Marta. Como sempre nestas coisas das transformações de imagem, acho que nos devemos manter fiéis ao estilo de vida da pessoa, à sua personalidade e aos seus gostos. A Marta é linda de morte, estudante e novinha, por isso não fazia sentido dar-lhe um look muito mais velho ou agressivo. Acima de tudo, a ideia foi valorizar aquilo que ela já tem de bom (e que é muito) e tentar disfarçar aquilo de que ela não gosta tanto. O mesmo se aplica ao cabelo. A Marta tem um cabelo enorme, aos caracóis e com uns ligeiros reflexos ruivos, e foi exactamente isso que tentámos destacar. Escolhemos o tom Castanho Cereja, da Nutrisse Mousse, que a Marta aplicou sozinha e sem qualquer dificuldade. Foi a sua primeira experiência no mundo da coloração, estava um bocadinho receosa e com as dúvidas normais, mas pôde comprovar que o processo não podia ser mais fácil e sem dilemas. O resultado foi um cabelo com mais brilho, com um ar muito mais saudável e que lhe realçou os ma-ra-vi-lho-sos olhos verdes azulados, assim como a pele de porcelana. Pessoalmente, acho que ficou linda, mas espreitem o vídeo que fizemos:


E aqui fica também a foto do antes e do depois.




Se quiserem ver mais imagens desta transformação, só têm de dar um salto ao Facebook da Garnier Portugal. Para a semana há mais um Extreme Makeover powered by Nutrisse Mousse. Fiquem atentos!

Hoje deu-me para isto #47 - especial Brasil


Vestido e pulseira laranja: Bazaar Chiado (nova colecção)
Sandálias: Stradivarius (saldos)

À espera de Abril

O vendedor de biscoitos Globo parou ao pé de nós ao final da tarde, na praia do Leblon. Ao ver que alguém estava a ler, meteu conversa. Disse que em Abril também ele ia ter tempo para ler. Só em Abril, passada a loucura do Carnaval e dos meses de Verão, quando a praia estiver mais vazia e não houver quem lhe compre biscoitos. A ligeireza e alegria com que nos falou do seu prazer pela leitura agarrou-nos à conversa.  O primeiro livro que tem para ler é "O Principezinho". Correu várias livrarias do Rio à procura do preço mais em conta, adiou a compra várias vezes e, por fim, quando descobriu uma edição mais antiga a 14 reais (já lhe tinham pedido o dobro) lá a levou para casa. Com o dinheiro que poupou, investiu em mais um livro. Escolheu "O Perfume". Já tinha visto o filme, já muita gente lhe tinha falado do livro, por isso foi mesmo esse que escolheu. Custou-lhe 29 reais (menos de 13€), pagou-o com cartão de crédito, três prestações. Em Abril vai ter tempo para ler. A ideia é ler um livro por mês até ao fim do ano. Mas não qualquer coisa. Quer ler livros de várias áreas, mas livros interessantes, "no meu entender, claro". E algumas "revistas boas" que entretanto comprou. E que guardou para Abril. Os sobrinhos também hão-de ser leitores. "Primeiro de livros, em papel, depois se quiserem logo passam para as tecnologias". No dia seguinte, enfiei no saco o único livro que levei para férias, e que li de um fôlego: "O Filho de Mil Homens", do Valter Hugo Mãe. Um livro tão bom, um livro tão bonito.  Achei que merecia ser entregue a um tão grande apaixonado pela leitura, mas o vendedor de biscoitos Globo não apareceu na praia a manhã inteira. E eu tive de voltar para Lisboa. Com o livro na mala. Resta-me ficar a torcer para que Abril chegue depressa.

(hoje fui à Fnac em busca do resto da obra do Valter Hugo Mãe. Trouxe um livro, deixei outro encomendado. Como é que este senhor me passou ao lado durante tanto tempo?).

Quarta-feira, Março 14, 2012

Os vernizes mais doces

Aí está mais um grande lançamento Pipoquiano, um daqueles que me deixam um quentinho no coração e os olhitos com uma ou outra lágrima. E o que é, o que é? Nada mais nada menos do que uma linha de vernizes desenvolvida em parceria com a Inocos (made in Portugal). Desde que criei a marca que sempre pensei em lançar uma linha de vernizes. Porque adoro, porque tenho dezenas e dezenas, porque já usei todas as cores e mais algumas, e porque pintar as unhas é o meu momento zen. Por isso aí estão eles, seis vernizes novinhos em folha, com cada cor escolhida a dedo (literalmente). Quis ter tons da estação (como o coral, o verde, o lilás), mas também tons mais universais, como o rosa e o vermelho. Enfim, uma colecção para todos os gostos e que vai estar à venda a partir de dia 21 de Março nos pontos de venda da Inocos, um pouco por todo o país (e também na Bazaar Chiado). Para a semana haverá uma festarola de lançamento, depois logo vos convido! Entretanto, vão espreitando as cores. =)





Pois. Eu sou a chata que anda sempre com a máquina fotográfica atrás. Que faz toda a gente parar para tirar mais uma foto. E outra. Que gosta de tirar fotos a coisas que não interessam a ninguém. Só detalhes que acho giros. Uma semana de férias igual a mil fotos. E a malta queixa-se, que se queixa, mas depois gosta de ver. Gosta de se ver. E por isso eu vou continuar a ser a chata das fotos.

E depois foi o Rio

Que continua lindo, nada a fazer. E eu continuei a achar que gostava muito de me mudar para lá. Mais não fosse por meio ano. Três meses. Qualquer coisa. Mais uma vez, não voltei a sentir nenhuma espécie de insegurança, andámos sempre muito tranquilos para um lado e para o outro. Claro que também não nos enfiámos no Complexo do Alemão, mas fizemos Copacabana-Leblon a pé, à noite, sem nenhum problema. Sem dúvida que o Rio é a cidade maravilhosa por definição. Ter o mar ali à mão de semear ajuda muito, mas não é só isso. É o jeito de ser deles, que faz com que pareça tudo muito mais fácil. Vou voltar. De certezinha que vou voltar.

As frutas do Polisucos (melhores sandochas do Rio)


All Star team (os meus são os mais sujinhos)

Sushi @ Manekineko

Vista do hotel sobre a praia do Leblon

E depois de dia.

Passeando no Calçadão (calções Salinas, tank top não sei de onde e Havaianas normaizinhas)


A barraca de praia mais benfiquista do Rio (Barraca do Chico, em Ipanema)

Eu também disse sim a Jesus, mas este ano não está a fazer grande coisa no Benfica.

O restaurante mais querido de sempre (em Santa Teresa)

 Réplica do bondinho de Santa Teresa (que não está em funcionamento desde que houve um acidente o ano passado)
A oficina do senhor Getúlio

Mural em Santa Teresa

Ladeira do Selarón, na Lapa



A vista do pequeno-almoço


O Redentor ao longe


Rio



Leblon ao fim do dia