Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Passatempo Clinique/Pipoca Mais Doce: os vencedores













E pronto, como prometido, vamos anunciar os grandes vencedores do passatempo Clinique. Deixem-me que vos diga que foi a decisão mais difícil de todos os tempos, já que houve mais de 500 participações. Valorizou-se a originalidade das frases... nomeadamente, pessoas que não rimaram Clinique com chique, e pessoas que não usaram a letra da Popota com os Buraka. Pronto, assim sendo, e sem mais demoras, aqui ficam os textos vencedores:

João Afonso (diz ele: "só posso dizer em minha defesa que, caso ganhe, vais fazer uma pessoa - a Cátia - muito feliz. Os produtos serão todos para ela". Um fofinho, tinha de ganhar):

"A Clinique... não, espera! Assim é que é: A Pipoca anda armada em Papai Noel ... hmmm também não dá. Usar 'Papai Noel' e 'armada' na mesma frase é anti-espírito de natal, parece algo beligerante e nós não queremos isso nesta altura (nem nós, nem a Clinique, certamente...). Nesta altura de Natal nós queremos paz, sossego e tudo o que já foi dito e redito pelas concorrentes a Miss Mundo, Miss Universo e etc e etc... Ah, pois e também queremos produtos da Clinique... quer dizer queremos... mais ou menos... no meu caso eu quero para dar à minha "patroa" (hein!!!! :D Que tal? É, ou não é, uma bela duma expressão!? Junta-lhe uma tatuagem a dizer "Amor de Mãe - Guiné 1967", uma zundap - ou famel, conforme a preferência - com um autocolante de uma águia no depósito e estou prontinho para ser enviado para um ermo e deixado lá a pão e água... ou ser enviado para o - e é agora que perco a hipótese de ganhar isto - Estádio da Luz!) "

Andreia Oliveira
"Querida Pipoca,
Este ano fui uma menina muito bem comportada.Não gastei metade do meu salário em sapatos, como tinha prometido.Colei adesivos e estou a conseguir deixar de comprar aquelas pechinchas nos saldos que nunca mais vou usar. Deste modo, voltei também a pagar as quotas do Benfica, redimi-me evoltei a ter fé… porque Jesus afinal existe e está a fazer o milagre da multiplicação dos golos no nosso adorado clube.Por isso, venho por este meio pedir-te que este natal, enquanto andares por aí a distribuir os presentes no teu trenó puxado pela ovelha Choné, me deixes um Marc Ruffalo naquele meu sapatinho agulha 12 cm, que comprei em Madrid. Se porventura achares que o meu pedido foi bastante modesto, quero que saibas que ainda resta um espacinho para aquele maravilhoso cabaz da Clinique, aquele todo cutchi-cutchi, que tens para oferecer.Por fim, dado que tenho umas contas antigas a ajustar com o Papai Noel, ( que inclui meter-lhe as mãozinhas no pescoço e apertar até ele implorar clemência ) venho pedir-te a ti, Pipoca, conhecida mundialmente pelo teu bom coração e inigualável generosidade. Se satisfizeres o meu pedido prometo deixar-te no fundo da chaminé um copo de leite com pouco chocolate e bolachinhas light, visto que tens provas de vestidos para fazer."

Mariana Rosa
"Atenção/ Notícia de Última Hora: A Pipoca e o Papai Noel estão em guerra pelo trono da Lapónia, mas só um poderá ganhar. Para isso precisamos do seu voto! Vote no próximo Rei da Lapónia e receba o presente que mais gosta: A Pipoca oferece um mega-cabaz da Clinique, o Papai Noel oferece um urso de peluche. Aviso: o Papai Noel irá cobrar leite e bolachas quando for entregar o presente. Caso não queira subscrever este "serviço", envie um sms para o 16466 com o texto "CANCELAR"."

Agradeço que os vencedores me enviem as suas moradas para o mail, assim como a indicação do seu tipo de pele. Obrigadinha a todos pela participação, sim?
Hoje, depois do trabalho, espera-nos uma missão impossível: rumar ao Colombo para encontrar uma árvore de Natal ao gosto dos dois. Por ele, um herege de primeira, bastava um pinheirinho em versão bonsai que se poderia colocar no escritório, ou na arrecadação. Eu quero uma coisa em grande, com bolas e luzes e tudo aquilo a que tenho direito. Desconfio que vai haver gritaria no Continente.

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

"Oito pessoas foram detidas e dez constituídas arguidas no âmbito da «Operação paella», na qual foram realizadas 78 buscas simultâneas, esta quarta-feira, por todo o país. "
Gostava de conhecer o funcionário que trabalha na Polícia Judiciária a quem foi atribuída a nobre função de escolher nomes para as operações. Operação Paella é do melhor que já se ouviu. Pessoalmente, preferia Operação Arroz de Pato, mas nada contra a paella.
Ah, e algumas das saias que vivem agora arrumadinhas de forma ordeira num armário. Basicamente, todas com a mesma forma, só muda o padrão. Com os respectivos cabides do IKEA (0,50€ cada, uma maravilha)
Adeus, Melissas, até para o ano!






















Olá, sapatunfos de Inverno!

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

A arrumação do armário levou três horas, mas está maravilhoso, supimpa que só visto. Um armário só para vestidos, outro só para casacos, outro para saias e calças. Lindo, digno de aparecer nas páginas centrais de uma Casa & Jardim. Ainda falta dar um jeito às malas, às gavetas da roupa interior e à cómoda com as as camisolas, mas ontem já não dava para mais. Prova superada, nem uma pecinha de roupa em cima das cadeiras. Rien de rien!

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Ele diz que o meu lado do quarto parece um acampamento de ciganos, que as cadeiras estão quase a tombar de tanta roupa que têm em cima. Por isso, vou sair do trabalho e o que me espera é ir arrumar o armário. Já não dá para adiar mais. E eu que só queria esticar-me no sofá a ver Anatomias.
O que é que se passou com as decorações de Natal do Marquês de Pombal? Pegaram nas luzes, deram-nas a uma criança de três anos e disseram "toma, põe tu?". É que parece mesmo.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Domingo

Acordar à uma.
Mudar-me para o sofá com duas tostas de queijo e um pacote de leite de chocolate.
Ler, ver filmes, ver séries, cada um enroscado de um lado do sofá, devidamente encobertos pela manta felpuda e almofadas várias.
Dormitar.
Acordar para lanchar pão de queijo e chá, tudo feito por ele.
Dormitar.
Acordar para ver o Nuno Gomes falhar golos escandalosos.
Banho prolongado.
De volta ao sofá: sushi, Ídolos e Lipstick Jungle.
Do sofá para a cama: Anatomia de Grey até dormir.

É assim um domingo perfeito. E ainda falta tanto para o próximo.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Passatempo Clinique/A Pipoca Mais Doce












Quem é que já tinha saudades de um bom passatempo, quem era? A minha pequenada, pois claro. Imbuída da enorme generosidade que lhe é reconhecida, assim como da aproximação ao período natalício, desta feita a Pipoca aliou-se à Clinique com o objectivo de premiar as leitoras (e os leitores também, pronto) que melhor se portaram ao longo deste ano. Tão bem que merecem receber um mega-cabaz Clinique, composto por montes e montes de coisas maravilhosas. Preparados?

- Uma caixa com o Sistema dos 3-Passos
- Um creme de dia Superdefense SPF 25 Age Defense Moisturizer
- Um creme de noite Super Rescue Antioxidant Night Moisturizer
- Um creme de olhos All About Eyes
- Um perfume Clinique Happy
- Uma base Superfit Makeup
- Um mini-blush Fresh Bloom;
- Um gloss.
(em suma, tudo o que está na imagem ali em cima)

três lindos cabazes para oferecer (pick me, oh pick me!!), no valor de 300€, mais coisa, menos coisa, e se houver homens entre os vencedores os produtos serão devidamente adaptados (a menos que, claro, queiram ser generosos e ofertar os produtos às vossas namoradas, esposas ou amantes, gesto que só vos ficaria bem e que vos asseguraria muitos pontos positivos na relação).

E o que é que é têm de fazer para ter um destes cabazes no sapatinho, o que é? Ora bem, é muito fácil. Em primeiro lugar, têm de ir até ao blog da Clinique e procurar a resposta a esta pergunta:

Qual o nome da colecção de maquilhagem de Natal da Clinique?
A resposta é muito fácil de encontrar e, enquanto procuram e não procuram, sempre podem ir lendo outras coisas interessantes sobre a marca.

Depois disto, e porque prezamos muito a vossa criatividade, claro que têm de enviar a frase da praxe, que deve incluir as palavras Clinique, Pipoca, e Papai Noel (não necessariamente por esta ordem).

A vossa frase pode ser daqueleas mesmo boas, mas se errarem a perguntinha, nada feito. E, claro, só se aceitam as respostas enviadas para o mail do costume (apipocamaisdoce@gmail.com). Posto isto, boa sorte, pequenada! Ah, é verdade: têm uma semana para enviar as vossas respostas e frases. Os vencedores serão anunciados na segunda-feira, 30 de Novembro.
Ando a tomar uns comprimidos que me dão sono. Não um sono levezinho, assim aquela necessidade de passar pelas brasas no metro a caminho do trabalho. Não, um sono grandioso, que se apodera de mim o dia todo. Às oito da noite - sem qualquer exagero para efeitos literários -, já vesti as calças polares, as meias da neve (rosa-choque lindas que só elas), as pantufas da Kitty e o roupão que ele me ofereceu, com ovelhas felpudas (tenho frio, o que é que querem?), e estou prontinha para ir dormir. E quando o despertador toca, lá para as nove, parece que são três da manhã e que alguém me está a acordar por engano. Depois passo o dia em frente ao computador a bocejar, com vontade de encostar a cabecita ao teclado e deixar-me estar assim, com um casaquinho pelas costas, a sentir o peso dos anos.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Lembro-me de ter seis ou sete anos e berrar aos ouvidos da minha mãe que NUNCA iria usar saias. Aos 14 continuava na mesma, completamente convicta (felizmente, já sem berrar). Dizia o mesmo em relação a pulseirinhas e anéis de ouro. Nunca gostei e sempre disse que jamais, em tempo algum, iria gostar. Se a aversão ao ouro se mantém até hoje (excepção aberta para alianças de casamento), já as saias e vestidos foram conquistando um papel relevante na minha vida. Ao ponto de quase poder dizer que a saia é a minha peça de roupa favorita. Só esta estação já comprei umas oito. E é por isso que não consigo arrumar o roupeiro. Porque me faltam aqueles cabides com molinhas, maravilhosos. E enquanto não for a uma loja dos senhores chineses comprar duas dúzias de cabides desses, não posso fazer nada. Portanto, senhores, a culpa é das saias, não é da minha falta de vontade.
Procura-se

Pessoa voluntariosa, com boa vontade e bastante tempo livre entre mãos, com gosto por moda e, sobretudo, por arrumações. Objectivo: organizar-me o roupeiro de modo a que os vestidos e os sapatos de verão dêem lugar, de forma ordenada e lógica, aos casacos e botas de inverno. Trabalho moroso e um pouco chato, mas recompensado com a minha amizade eterna.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Moda a que dificilmente conseguirei aderir:

Botas acima do joelho. Demasiado Pretty Woman para mim.

Domingo, Novembro 15, 2009

O tempo está cinzento, está a chover, tenho o sofá e a casa por minha conta até ele voltar à noite. Não conto tirar o pijama nem o casaquinho polar. A ganhar coragem para ir arrumar o armário. Talvez depois de dormitar duas ou três horas. Adoro domingos de outono.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Eu gosto muito disto, nada a fazer.

Dá-lhe, Popota. Po-po-po-po-po-ta!

E agora, para algo completamente diferente

Há muito tempo que não tinha de lidar com finanças, seguranças sociais e afins. Sendo eu uma pessoa nervosa, decidi que era melhor reduzir os contactos ao mínimo, sob pena de me dar uma qualquer apoplexia. É que não há vez nenhuma, uminha, em que eu tenha de falar com esses senhores e a coisa não corra mal. Aliás, se alguém tiver histórias felizes para partilhar (do género, ter sido atendido de forma simpática e paciente nas finanças, sobretudo logo à primeira, sem ter de andar a saltitar de balcão, em balcão, ai, isso o o meu colega é que sabe) agradeço que se chegue à frente, porque eu, pura e simplesmente, perdi a fé.
Hoje tive de ligar para a Segurança Social. Para uma coisa tão simples como pedir o meu número de beneficiária. Isto porque os senhores NUNCA me enviaram a porra do cartão prometido. Ontem já tinha andado às voltas no site da SS (sigla curiosa, hmmm), não podia ser assim tão difícil encontrar o meu número, até que descobri que tinha de enviar um mail. Preenchia para lá uns dados e, em troca, eles prometiam enviar-me para o mail o número tão desejado. Passaram 24 horas e número nem vê-lo. Por isso, hoje optei por ligar. Achei eu, naquela inocência que me é característica, que tudo seria mais rápido. Depois de OITO minutos a ouvir uma musiquinha tipo pan pipe moods (deve ser para acalmar as pessoas, para as preparar para o que está para vir), lá veio a Sónia, um doce de miúda. Disse-lhe que queria saber o meu número da Segurança Social. "Aaaaaah.... pois..... por telefone não podemos dar". Perdão? Como? "Pois, por telefone não pode ser". Então? Onde é que vejo o número? "Pode pedir pela internet, mas não costuma ser muito rápido". Pela net não costuma ser rápido? Então? Talvez um fax? Um telex? "Pertence a que distrito? Ah, Lisboa. Pois, é que há muitos pedidos, levam muito tempo a responder". Pois, acredito, mas eu só quero saber o meu número. É só isso. "Pois... também pode ir directamente a um balcão de atendimento da SS". Portanto, está a dizer-me que a segurança social não tem um sistema informático que permita fazer uma coisa tão simples como eu dar-lhe o meu nome e você dar-me o meu número?". "Pois.... assim por telefone não. Ah, mas pode ver o seu número no recibo de vencimento". Obrigadinha, mas não tenho nenhum comigo, achei que LIGANDO para vocês me resolveriam o problema mais depressa.

E é isto. Eu juro que tento ser paciente, compreensiva, meiga até. Mas com coisas destas não é possível. COMO? COMO é que a segurança social não dá um número por telefone e me obriga a ir engrossar as fileiras dos centros de atendimento?? Depois admiram-se de cair lá este mundo e mais meio. Pudera, se os telefones e a net não servem para nada!

Vou procurar mais receitas de bacalhau para me acalmar. Ou então vou ver vestidos de noiva. Agora fiquei na dúvida.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Esta pareceu-me boa


Como fazer Bacalhau no forno com pinhões
1
Descasque e lave as batatas; enxugue-as e corte-as aos palitos; frite-as mas só até ficarem cozidas. escorra-as em papel absorvente. Coza o bacalhau durante 10 minutos em lume brando. Depois de cozido retire-lhe a pele e as espinhas e parta-o às lascas.
2
Entretanto, descasque e corte as cebolas às rodelas finas; lave, enxugue e pique a salsa; esprema o limão e junte o sumo às gemas e bata-as.
3
Deite num tacho o azeite e a banha, as cebolas e a salsa, e refogue. Quando começarem a alourar junte as lascas de bacalhau e a farinha. Mexa continuamente até tudo ficar bem envolvido. Junte o leite quente e continue mexendo até obter um creme grosso. Tempere com sal, pimenta e noz moscada. Retire do lume e misture as gemas batidas com o sumo de limão a este preparado. Leve novamente ao lume, mexendo sempre, durante 1 minuto.
4
Deite uma colher de sopa de azeite no fundo dum tabuleiro e cubra com uma camada de batatas fritas e uma camada do preparado de bacalhau. Polvilhe com pinhões e uvas passas sem graínhas. Repita as camadas até acabarem os ingredientes. Por último polvilhe com pão ralado e leve ao forno aquecido a190ºC para alourar e sirva de imediato.
Na parte de dedicatórias do meu livro, só há duas menções: uma ao meu irmão (que, como muitos sabem, outros não, já morreu) outra aos leitores do Pipoca. As dedicatórias são coisa séria, para a vida. No final, na última página, vêm então os agradecimentos, a amigos e familiares. A dedicatória, a parte mesmo importante, foi para os meus leitores. Porque eu sei o papel que tiveram e têm na minha vida. E aqui convém fazer uma distinção importante entre leitores. Vou lançar uma percentagem que, não tendo grande sustentação matemática, científica ou social, não deve andar longe da verdade:

70% de leitores que gostam muito, que lêem todos os dias, que me defendem com unhas e dentes, no matter what.
20% de leitores que gostam, lêem com frequência, mas não se abstêm de discordar daquilo que eu penso e escrevo (e fazem bem). Leitores mais racionais que passionais, que podem ou não simpatizar comigo mediante o que eu escrevo nesse dia.
10% de perfeitos idiotas. Gente que só vem cá para chatear, para ser ofensiva, desagradável, lançar boatos, ser indelicada, dizer que odeia, atribuir-me todos os adjectivos possíveis e imaginários. Tal como disse, perfeitos idiotas, há que chamar a coisa pelos nomes (para além de pessoas extremamente mal intencionadas).

Ora alguns leitores (sobretudo muitos dos que se encaixam nestes últimos 1o%), tendem a ficar muito amofinados quando eu respondo torto a alguém. Que sou uma arrogante. Que não tenho poder de encaixe. Que não sei aceitar críticas. Que assim não vou longe. Pois. Eu sei que devem achar que é muito bonito comer e calar, e que era mesmo isso que eu deveria fazer. Mas quando se faz isso todos os dias, 40 vezes por dia, torna-se impossível. Para o tipo de comentários que eu recebo, elevem as mãozinhas aos céus por eu só me passar de quinze em quinze dias. Caso contrário, em vez de vestidos de noiva, levavam com posts diários a desancar nos perfeitos anormais que por aqui vão passando. Nunca deixei de publicar nenhuma crítica ou discordância. E, 97% das vezes, nem respondo. O que deixei de publicar foram mentiras, insultos, coisas tão descabidas que me deixam a pensar que há muita gente doente a ler este blog. Mas doente mesmo, acreditem.

Não me venham agora dizer que eu trato mal os meus leitores. Simplesmente, não nasci com vocação para santa, caso contrário estaria num qualquer convento a fazer compotas ou sabonetes artesanais. E, por isso, não podem estar à espera que eu vá acumulando ofensas e comentários infelizes e fique sempre calada, qual mártir. Infelizmente, aquela coisa de levar uma chapada e dar a outra face para receber outra... não é para mim. Por isso não engulo sapos ad eternum. Engulo alguns, muitos, demasiados, não todos. E quando tenho gente consecutivamente a dizer que não gosta, que isto já não presta, que tem espinhas, que tem gordura, que antes é que era giro (sobretudo, quando eu era mais infeliz, claro, que ninguém acha graça nenhuma à felicidade alheia), que agora é sempre o mesmo, e sempre nesta ladainha, e mimimimimi... a sério, aí têm de levar com a tal "arrogância", como lhe chamam. É que a menos que:
a) tenham feito uma promessa a um santo qualquer
b) sejam masoquistas
c) sejam estúpidos ao ponto de gostarem de gastar o vosso tempo num blog que odeiam
d) haja alguém a apontar-vos uma pistola à cabeça para que leiam o blog

... não estou a ver porque voltam. E mais, não estou a ver porque se sentem no direito de exigir. Meus bons amigos, isto é um blog, eu não sou a vossa médica de família, não vos presto qualquer tipo de serviço. Se quiserem, eu instalo o acesso pago no blog, e aí já podem dizer de vossa justiça. Até lá, ou bem que comem e calam, ou bem que se tornam mais espertos e vão ler outras coisas que gostem mais (olha, diz que o novo Saramago é bom, já vou a meio e estou a gostar. Leiam isso. E, se não gostarem, escrevam ao senhor Saramago e digam que no próximo livro querem que ele escreva sobre o preço escandaloso do abacaxi, em vez de religião, que já não podem com religião).

Os meus leitores, aqueles a quem eu dedico o livro, sabem que os meus textos mais "agressivos" não são para eles. São para aquele tipo de gente que não me interessa nada. Aquele tipo de gente que acha que tem algum poder sobre este blog. Aquele tipo de gente que diz, como li por aí, que lhes infernizo a vida com o que escrevo (eu não digo que só pode ser gente doente? Mas por acaso são obrigados a vir até aqui??? Não, são só maluquinhos), aquele tipo de gente que diz que me tornei famosa à conta do blog e que tenho de lhes agradecer de joelhos (famosa onde? Só se for na minha casa. Mas desde quando é que uma pessoa se torna famosa por ir meia dúzia de vezes à televisão ou aparecer na Caras?), que ganhei muito dinheiro à conta do blog (agradeço que me apresentem as cópias dos meus extractos bancários, já agora, porque não dei conta que lá tivessem entrado quantias jeitosas). Por favor, tenham juizinho nessas cabeças, vão estagiar com monges tibetanos, dediquem-se à renda de bilros, pratiquem um pilates pela manhã. Ou deixem, simplesmente, de ser idiotas. Se querem insistir na idiotice, ao menos depois aceitem que eu também vos ofenda e não se armem em copinhos de leite, "ai, que a Pipoca foi mal educada com os meninos, ai que nos tratou mal, ai que foi arrogante". Sendo que, no texto abaixo, nem sequer percebo onde é que houve a tal "má educação". Cambada de bambis, pá. Quando eu começar a ofender algumas pessoas com o tipo de ofensas que me fazem a mim, aí é que vão ver o é bom para a tosse. E agora vou procurar receitas de bacalhau.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

"Vou-te ser sincera. Começa a ser um tremendo aborrecimento vir ao teu blog. Tipo, já vomito vestidos de noiva. Ok, já sei que vais dizer que é um blog pessoal e escreves sobre o que queres. Mas tendo em conta que conheceste o sucesso à custa de leitores como eu, que estavam habituados a um blog variado, com incursões inéditas, que não lembravam a ninguém, divertidissimas...devias escrever sobre outros coisas que não vestidos e casamentos. Ou começas a perder leitores"

As sábias e doutas palavras acima transcritas vêm de uma leitora (Catarina Paiva, creio) manifestamente desgostosa com os recentes conteúdos deste blog. Não gosta de vestidos de noiva. Não gosta, pronto. Ou gosta, mas está farta, ao ponto de já os vomitar. Já não aguenta digitar www.apipocamaisdoce.blogspot.com e deparar-se com vestidos de noiva. Também sabe que se trata de um blog pessoal (menos mal), onde o autor tanto pode postar vestidos de noiva como receitas de bacalhau. A mim deu-me para os vestidos. Não só porque torço o nariz a bacalhau como, imagine-se, vou casar. E, como tal, dá-me jeito falar de vestidos de noiva, e quintas, e convites, e igrejas, e véus e sapatos e alianças. Mais do que me dar jeito, dá-me gozo, diverte-me, ele há gostos para tudo. No entanto, alerta a atenta leitora, há que ter em conta que eu conheci o sucesso à custa de leitores como ela. Oh, vil Pipoca, que ousa morder na mão de quem lhe deu de comer. Vil Pipoca que lançou um livro não por aquilo que escreve, mas porque leitores como a Catarina tiveram a gentileza de vir até cá. E eu, que não era ninguém e, de repente, comecei a viver no meio do luxo, da opulência e da riqueza obtidas através deste blog, agora dá-me para escrever sobre vestidos. De facto, é preciso não ter vergonha na cara. Como posso eu defraudar os leitores que me pagam o salário ao fim do mês, que pagam uma fortuna para ler este blog e, como tal, têm todo o direito de comentar e exigir alterações no seu conteúdo? Mais um daqueles casos de pessoa a quem a fama e a riqueza lhe sobem à cabeça. Sim, porque entretanto enriqueci à conta deste blog, não vos tinha dito? E a quantidade de gente que me aborda na rua em busca de um autógrafo, de um beijinho, de uma foto? Tem sido uma loucura. E devo-o a leitores como a Catarina (que, não sou de intrigas, mas ainda não pagou a mensalidade de Outubro, vou ter de lhe negar o acesso ao blog). E deixa-me o aviso, em tom de fatalismo: "devias escrever sobre outros coisas que não vestidos e casamentos. Ou começas a perder leitores". Aaaaaaaaah! Nãaaaaaaaao!!! Perder leitores!!! E depois, vivo do quê???? Como vou ter pão para pôr na mesa aos meus filhotes?? Nãooo, tudo menos perder leitores. Até porque não imagino nada que me pudesse acontecer de pior. Dei voltas e voltas à cabeça, e nada: perder leitores é a maior desgraça que se pode abater sobre a minha vida neste momento.

Oh senhores, eu não sou o Saramago, não sou o Miguel Sousa Tavares, não sou o Dan Brown, não sou a Margarida Rebelo Pinto. Esses é que não podem perder leitores, para não levarem uma talhada no orçamento. Eu, em bom português, não sou ninguém. Só tenho um blog. E gosto de ter muitos leitores, pois claro. Mas gosto, sobretudo, de ter leitores que gostam de vir até cá. Os outros, que só vêm para chatear e confirmar todos os dias que não gostam do blog e que não há nada que lhes interesse, deixem-se ficar no vosso canto, leiam outras coisas, façam tricot, pratiquem ioga. Porque, caso contrário, só estão a engrossar o número de leitores deste blog (e são mesmo cada vez mais). E depois o blog fica mais conhecido e vocês zangam-se, e ficam irados, e libertam energias negativas e ficam feios.

Para os que gostam deste blog mas não gostam da temática casamentos, então é melhor não passarem por cá nos próximos meses (largos meses), porque vai falar-se muito disso por aqui. Pronto, estão avisados, depois não se queixem. Ora se este blog é pessoal e, logicamente, sobre a minha vida, ia agora deixar de falar do meu casamento, querem ver? Aí ao lado há toda uma lista de blogs bastante bons que eu recomendo. Vão-se entretendo com esses, pode ser? Depois eu ligo a dizer quando é que já podem voltar, com a segurança que não vão encontrar por aqui véus nem longas dissertações sobre as melhores facas para cortar bolos de noivas.
Só para vocês, leitores do meu coração, fiz uma espécie de worst of de vestidos de noiva. Muitos mais haveria com potencial para incluir esta lista, mas não temos espaço. E não se enganem, que estes vestidos não são todos da boutique Chiquita da Bobadela. Há por aqui muita marca conhecida. Enfim, é só para se divertirem um bocadinho, que a malta também precisa de alguma rambóia.






















































































































































































































































































































































































































Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Pronto, já podemos voltar a falar do Benfica neste blog. E vai buscar.
Por aqui oscila o meu gosto... haverá esquizofrenia aplicada a vestidos de noiva?






















































Domingo, Novembro 08, 2009

Queridas noivas e futuras noivas deste meu país:

Aquela coisa muito bonita e fantasiosa que sempre ouviram dizer sobre o vestido de noiva, que assim que experimentam o modelo que vos está destinado se ouvem sinos, que os anjos cantam no céu, que percebem que é aquele e não pode ser outro, que foi o destino que vos levou até ele, que é tudo com que sempre sonharam... esqueçam. É um mito. O vestido da vida não existe. Existem muitos vestidos, milhentos. 70% são para esquecer, 20% são giros/aceitáveis, e 10% são, de facto, muito giros. Sendo que, dentro dos muito giros, dificilmente se conseguirá eleger um como "o" mais giro de todos. Ou seja, entre os giros e os muito giros (que devem ser uns bons 100 vestidos entre todas as marcas existentes), há ali muita coisa para escolher. Sobretudo para pessoas como eu, que andam um bocadinho perdidas quanto ao estilo. Tirando os vestidos sereia (muito lindos, mas Deus deu-me ancas a mais para eu ficar bem numa coisa dessas), consigo imaginar-me com modelos muito variados: corte império, saia aos folhos, saia lisa, saia princesa, uma alsa, duas alças... até cai-cai eu já experimentei e gostei (eu, a mesma que tinha jurado que nunca na vida me apanhariam dentro de um vestido de noiva cai-cai). E depois ainda há aqueles modelos que uma pessoa pensava que nunca na vida, e depois experimenta e ahh..... se calhar (não, não estou a falar de vestidos do género daquele vermelho que pus ali em baixo, calma). Bom, tudo isto para dizer que entre o que já vi (e ainda não foi muito, acreditem), já tenho uns 3 ou 4 vestidos com os quais me imagino perfeitamente a casar. Todos muito diferentes entre si e com preços que vão dos mil aos mais de três mil euritos (o que deita por terra aquela coisa de que só nas lojas muito caras é que há coisas lindas. É mentira. As outras, as mais modestas têm MESMO de ser exploradas, porque encontram-se pérolas. Pronto, se calhar as da baixa dispensam-se, a menos que se procurem momentos de riso até às lágrimas). O que também não ajuda nada à escolha do vestido é ter sete madrinhas. Há vestidos que umas amam e que outras têm vontade de esquartejar, o que deixa uma pessoa a modos que confusa. Este fim-de-semana houve um que arrancou a unanimidade de quatro delas, mas tenho a certeza que alguma das outras (que não puderam ir) há-de torcer o nariz. Mas eu gosto muito das minhas madrinhas, continuo a querer ter sete, e ir ver vestidos com elas é, muito provavelmente, uma das partes mais divertidas disto tudo. Sinto-me mais ou menos como nos Ídolos (sendo que elas são menos brutas, é um facto).
Mais complicada está a escolha do sítio. Este fim-de-semana encontrámos o lugar perfeito e... está esgotado TODOS os sábados de 2010 (ao ponto de termos considerado casar a um domingo, mas passou-nos depressa a ideia, foi só uma loucura momentânea fruto do desespero). Também fomos a uma daquelas quintas mais "tradicionais", mas quando o senhor nos falou em corte do bolo com fogo de artifício (e ficou ligeiramente ofendido por termos sugerido que não era bem essa a nossa ideia), percebemos que a coisa não é mesmo por aí. A busca continua.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

De facto, isto de ver vestidos de noiva tem muito que se lhe diga. Por isso, de quando em vez, vamos ter aqui a rubrica "até pode ser que sim vs. nunca na vida, só se estivesse maluquinha". Ficam os primeiros exemplares:


Até pode ser que sim


























Nunca na vida, só se estivesse maluquinha (ou se fosse a Floribela)


Boletim da noiva #2

A semana passada fui, pela primeiríssima vez, experimentar vestidos de noiva. Eu bem sei que ainda falta muito, mas tanto tenho gente a dizer-me que basta ir ver do vestido uma semana antes da boda como gente a dizer que já começa a ficar apertado. Por isso, e porque também queria ter uma ideia dos modelitos e dos preços, lá fui eu. Eu, duas madrinhas e uma amiga (as outras madrinhas estão a um passinho de entrar para a lista negra das madrinhas). E aquilo é uma emoção, é mesmo à filme, não é mito. A pessoa enfia-se numa salinha, o resto da malta fica lá fora, sentadinha, e depois eis que se abre a cortina e.... txaraaaaaaaaaaaaan, lá estava eu, vestida de noiva. As minhas madrinhas são umas chatas porque, basicamente, gostaram de todos os vestidos que experimentei (e ainda foi para aí uma dúzia deles). Pronto, conseguimos chegar a um top três, mas não foi fácil (sobretudo porque fiquei com os três mais caros, raiosmapartam). A senhora da loja também não ajudava muito à festa. Que ficava tudo óptimo, lindo, e maravilhoso. Enfim, quer vender, eu percebo, convém massajar o ego da noiva. Até que me veio de lá com um véu de 800€, e aí eu tive de lhe explicar que era capaz de ser um bocadinho demais. Que 800€ era o valor que eu gostava de pagar pelo casamento TODO. Ora foi esse mesmo véu que pôs as duas madrinhas e a amiga em lágrimas. Coisas que eu tinha proibido expressamente que fizessem. Mas pronto, as miúdas não resistiram à combinação eu+vestido de noiva+véu, e vá de derramar lágrimas. Só a mim. Bom, no final disto tudo houve um vestido claramente vencedor. Já lá voltei com a minha mãe, e também foi o que ela mais gostou. Mas a busca ainda agora começou, e eu não me rendo à primeira. Até porque continuo na esperança de encontrar um vestidinho simples e modesto aí por uns 30€. Amanhã vou encontrar-me com uns senhores estilistas da nossa praça, de quem gosto muito. Só mesmo para sonhar um bocadinho. Diz que os vestidos não são estupidamente caros, mas eu desconfio sempre de tudo o que seja exclusivo e leve a assinatura de gente conhecida. Entretanto, sábado há nova prova, noutra loja, mas acessível ao comum dos mortais. E ai da madrinha que não compareça!

Quanto a sítios para a boda propriamente dita... bem, já fomos a um museu, a uma adega, a um hotel, e no fim-de-semana segue-se uma discoteca e uma quinta. Ao menos não podem dizer que não somos pessoas versáteis. Duas pré-reservas já estão feitas, por isso nem tudo está perdido. Passo a vida a comparar orçamentos, é um inferno. O que tem bolo de noiva não tem decoração, o que tem decoração não tem música, o que tem música não tem bebidas, o que tem bebidas não tem sobremesas, o que tem sobremesas é feio... moral da história: o sítio perfeito não existe, por isso há que fazer muitas continhas e tentar não enlouquecer. Vou tentar. Não prometo.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Pronto, a proposta foi tentadora e eu não resisti. Pensei muito, não foi fácil... mas estou na Playboy.

Domingo, Novembro 01, 2009

Boletim da noiva #1

A semana que passou não foi (nada) fácil para ir actualizando o estaminé, mas a verdade é que a boda já avançou alguma coisinha. Pouca, mas alguma coisinha. Um dos grandes momentos foi o convite às madrinhas. Achei que ter só uma madrinha e um padrinho era pouco, por isso, e como uma pessoa só se casa uma vez (em príncipio), quis fazer a coisa em grande e tenho SETE madrinhas. Todas elas, à sua maneira, especiais. Convidei-as para virem jantar cá a casa, preparei uma mesa linda e maravilhosa para nos enchermos de sushi e, antes de começarmos, entreguei um pequeno envelope a cada uma delas. Lá dentro, uma mensagem diferente para cada uma, mas com uma pergunta em comum: QUERES SER MINHA MADRINHA DE CASAMENTO? E pronto, houve muito beijo, muito abraço, muito nervosismo, ai meu Deus, que nunca fui madrinha, e o que é que é preciso fazer e por aí a fora. Findo o sushi, começou a primeira tarefa: analisara catálogos de vestidos de noivas. E foi aí que me arrependi da escolha: as miúdas são esquisitas comó raio, exigentes, os vestidos que eu gostava elas odiavam, e este faz-te anca, e este faz-te rabo, e este é uma alface, and so on, and so on. Não percebo muito de etiqueta, mas desconfio que ainda vou a tempo de as destituir do cargo, não?

Por outro lado, penso em maneiras mais giras de me vingar. Coisa simples. Tipo obrigá-las a irem todas de vestido salmão e com um mega laço no rabo. Parece-me giro.