Sexta-feira, Abril 30, 2010

Olha aí um sítio porreiro para passar férias.

Alerta, alerta!

Afinal, a sessão na Feira do Livro começa às 19.00 e não às 19.30 (que é para a malta ir para casa mais cedo ver a bola). Não percam, que vai ser absolutamente espectacular (a bola, não a sessão).

Boletim da Noiva #11

A primeira prova do vestido está, finalmente, marcada. Hoje tive de ligar para a loja a perguntar se devia começar a pensar noutro vestido ou se o meu iria chegar ainda este ano, e a senhora jura a pezinhos juntos que no final da próxima semana lá estará ele, em todo o seu esplendor. Não acredito, mas vamos fingir que sim. E lá vou eu começar a enervar-me com todas as alterações que elas prometeram fazer e que agora vão fingir que não se lembram.

Entretanto, menos duas coisas a tratar. Os convites estão prontos, daqui a uma ou duas semanitas começarão a ser distribuídos por esse Portugal fora. Queridos, queridos, um magnífico trabalho das meninas da Molde. Uma santas. Resolvido está também o problema da decoração das mesas. Encontrámos uma florista que faz exactamente aquilo que queremos (nada de arranjos com quatro metros de altura, nada de arames, nada de pétalas espalhadas pela mesa) por um terço daquilo que achámos que íamos desembolsar. Depois é só ir comprar umas velas ao IKEA e a coisa fica composta.

Uau. Sinto-me muito melhor. Já só temos de tratar de mais uma centena de coisas.

Quinta-feira, Abril 29, 2010

"Vai ser um jogo difícil e, por muito que eu tenha boa vontade, que a polícia tenha boa vontade e que toda a gente tenha boa vontade, depois de todos os acontecimentos e de tudo o que se passou neste campeonato, é normal que todos os adeptos se sintam revoltados e com os nervos à flor da pele. Vamos tentar que as coisas corram pelo melhor, mas vai ser muito difícil", disse Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, à Antena 1.

Uuuuuuuuuuh! Medo! O que o Fernando Madureira mais deve ter é boa vontade. É que nem vai ser ele o primeiro a incitar os confrontos, nem nada. De certeza que vai estar lá à frente a dizer "tenham calma! Não batam nos benfiquistas que eles são amigos. Nada de apedrejar o benfiquista. Vá, guardem lá as matracas. Não se bate no benfiquista".

Eu também acho normal que os adeptos se sintam revoltados depois do que se passou neste campeonato: o Porto ficou em terceiro e vai ver a Liga dos Campeões na talevisão. Pois, dói, é chato, mas é a vida. Não venham é agora dizer que vão andar à porrada por causa "do que se passou no campeonato". Como se precisassem de argumentos. Se não ganharmos no dragão (assim, com letrinha pequena), fazemos a festa em casa. É igual, por isso acalmem os nervos. Um Serenalzinho no bucho e ficam finos.

Oxford shoes

A quem pediu alguns looks, aqui vai.


Ao almoço estive a fazer a minha própria análise à caderneta do mundial. Feio, feio, feio, engraçadito, talvez outro ângulo, feio, feio, giro, muito giro, feio, medonho, medo.

Quarta-feira, Abril 28, 2010

Isto de beber dois litros de água por dia é muito bonito e saudável, mas eu não tenho vida para andar a caminho da casa de banho a cada meia hora. Não tenho, pronto, é coisa que me irrita, estar sempre a contorcer-me para não fazer xixi. Posto isto, procuro parceiros para um negócio único: algálias com motivos fashion. Assim uns saquinhos com uns padrões tigresse ou zebradinho, talvez até com o monograma da Vuitton, algo que se possa ter pendurados ao lado da secretária sem chatear ninguém. Hmmm? Alguém alinha? Temos aqui um nicho de mercado para explorar.

Matava por estes sapatinhos #7
















Já sei que estes são daqueles que as massas vão odiar, mas eu AMO! O meu homem viu a foto e disse "são giros... para jogar golf". Seja. Se for preciso começar a jogar golf para os ter, vamos embora!
(Zara, 69,90€)

Terça-feira, Abril 27, 2010

Ele deu-me uns sapatos que eu gostava muito. Eu dei-lhe dez carteirinhas de cromos do Mundial, e até os pus por ordem, uma trabalheira (com a promessa de ele me deixar colar os cromos brilhantes). E pronto, estamos os dois igualmente felizes.

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #8

Terça, terça, terça... parvoíce, parvoíce, parvoíce...

"sua PUTA. Nem te passam as conversas de serão no msn, de um grupinho de amigos de blogs que se reúnem diariamente, ;))"- Anónimo

E pronto, e eles a darem-lhe com o "puta". Oh senhores, eu agradeço a insistência, mas a vidinha até me tem corrido de feição, até tenho tido uns troquinhos extra para sapatos, por isso não se tem justificado a satisfação sexual de terceiros (que não o meu homem... e eu mesma, vá). Quando eu precisar, quando eu começar a ver a vidinha a andar para trás, juro por todos os santinhos que me vou lembrar de vocês e que porei um bonito anúncio no Correio da Manhã. Qualquer coisa como "jovem quase trintona, de rabo avantajado e farta cabeleira, actua em despedidas de solteiro e faz trabalhinhos gostosos ao domicílio. Precinho do bom". Hmmm? Estamos conversados quanto a isto?
Bem, e o contente que eu fiquei de saber que há um "grupinho de amigos" que é feliz todos os dias a pensar em mim? A sério, aqueceu-me o coração. Claro que pensei em "grupinho de amigos de blogs" e veio-me à cabeça a imagem de um grupo de jovens borbulhentos, óculos, camisa apertada até ao colarinho, cabelo oleoso de risco ao meio, todos com um crachá a dizer "amigos de blogs". O que raio são "amigos de blogs"? É gente que luta pela preservação da blogosfera, com caminhadas ao domingo, gincanas e picnics? Ou, pior, é gente que só se conhece via blog, e daí a designação "amigos"? Parece-me que é mais isto. Até porque, como se sabe, alguns seres mais introvertidos (vulgarmente conhecidos por pouco giros... ou feios, vá) têm bastante dificuldade em criar amizades, por isso ter amigos virtuais é tão bonito como outra coisa qualquer. É quase como ter amigos imaginários. E será que depois organizam jantares de blogs, e comem-se todos, e é uma promiscuidade pegada? Ou a coisa nunca passa do ecrã? Enfim, o assunto é tão interessante que dá espaço a muitas e boas divagações. E não sei o que me preocupa mais: se as coisas que o "grupinho de amigos de blogs" diz sobre mim nas suas tertúlias, se o facto de se reunirem DIARIAMENTE, todos os serões. Credo! Isso não é muita reunião? Então e tempo para irem ao cinema, apanhar ar, ler um livrito e fazer coisas giras? A sério, esta juventude preocupa-me. Não haverá por aí leitores normais que queiram adoptar elementos deste grupinho de amigos? Alguém pode ser amigo deles? Eu não posso, que tomara eu ter tempo para os amigos que já tenho, mas talvez haja por aí quem não se importe. Hã? Que me dizem? Levam os pequenos ao zoológico, a comer um gelado, talvez ver o mar, coisa que eu desconfio que esta gente nunca viu. Qualquer coias, mas arranquem-nos da frente do ecrã. ALGUÉM QUE DÊ UMA VIDA CONDIGNA A ESTAS POBRES ALMAS! SALVEM-NOS! ALELUIA!

"Começo a ficar cansada de repetir: FÚTIL FÚTIL FÚTIL! Ler um livro ou outro talvez não lhe fizesse mal, talvez lhe pusesse alguma coisinha na cabeça. Faz-me espécie. E faz-me ainda mais haver tanta gente interessada nesta superficialidade toda. Shame on us"

Esta anónima (vamos chamar-lhe "invejosa", nome completamente lançado ao calhas, sem nenhum fundamento empírico, hã?) está a ficar cansada. LA-MEN-TÁ-VEL! Então e agora, pequenina, o que vamos fazer? Eu tenho uma sugestão, mas é capaz de não ser do seu agrado. Imaginemos que, por exemplo (vou dizer isto devagarinho, para não se enervar), nunca mais voltava ao blog! É só uma suposição, calma, uma hipótese entre tantas outras. Não vinha cá mais... e já não se cansava! Ah, pois... tem razão, esqueci-me que um dos pressupostos para não se gostar de um blog (ou invejá-lo) é lê-lo toooooooooodo o santo dia. Váaaaaaaaarias vezes ao dia. E irritar-se a cada meia hora com o que se escreve. Nesse caso, é capaz de ser má ideia. Pronto, então olhe, vai continuar a cansar-se até ao enfarte, porque farei questão de manter o nível de futilidade. Sempre mais e melhor futilidade. Quilos de futilidade. A mesma futilidade que a anónima tanto odeia quanto inveja, não é, sua malandra? Ah, danada para a rambóia. Então, outra hipótese: e se em vez de vir ao blog enervar-se com a felicidade alheia, que tal ler um livro ou outro? Talvez não lhe fizesse mal, talvez lhe pusesse alguma coisinha na cabeça. Faz-me espécie. E faz-me ainda mais haver tanta gente que não gosta ("ai, que tem sapatos, ai, que tem viagens, ai, que tem malas, ai, que tem um livro, ai, que a granda puta é feliz") e continua interessada em cá vir. Tsss tsss tsss. Eu não leio  porque, como se sabe, tenho a quarta classe incompleta e mal sei ler. Livros? Credo, blarrrrggh, vade retro! Os que tenho lá em casa são daqueles ocos, como na Moviflor. Ficam bem nas estantes, dão um ar esperto à casa, mas é só isso. Agora ler livros, qual é o interesse disso? Baaah. Mas a pequena invejosa deve ser uma moça letrada, por isso, força, atire-se aos livros, preferencialmente aqueles calhamaços de 900 páginas que a deixam entretida por uns bons tempos (três sugestões a atirar para o grande: As Benevolentes, 2666 e Guerra e Paz) e, consequentemente, longe daqui. Mas não deixei de achar graça ao inclusivo "shame on us". Pois, também tem vergonha de si por passar cá a vida, não é? Não há como escapar. Eu também teria muita vergonha se fosse a menina. Ainda bem que não sou. Invejosita. Cá beijinho.

Segunda-feira, Abril 26, 2010

O extermínio da celulite #4

Ah, pois é, meus pequenos trolls, hoje foi dia de voltar a ser medida. Como estamos mais ou menos a meio do tratamento de extermínio da celulite, tive de ver a fita métrica aproximar-se da minha barriga. Toda eu tremia, seguríssima que devia estar mais anafa. Mas, vai-se a ver, e não. Menos meio centímetro de anca (baaah, não é quase nada), menos dois na barriga e menos quatro no abdómen. Toma lá! Sou, oficialmente, uma pessoa mais adelgaçada. Mesmo depois de um fim-de-semana a enfardar cupcakes como se o mundo fosse acabar. Gosto disto.

Como perder um cliente em 47 segundos, by A Brasileira

Sentada nas mesas da Brasileira, entretida a ler o jornal enquanto espero por uma torrada e um chá, começo a ouvir uma voz aos berros atrás do balcão:
- Olhe, desculpe lá, mas vai ficar aí sentada?
(percebi que a conversa era comigo) Eeeeeerrr... sim...
- Ah, mas vai ter de pagar mais!
- Porque..
- Porque temos preços diferentes!
- Diferentes entre o quê?
- Entre o balcão, a zona de mesas [onde eu estava] e a esplanada.
- Mas eu já paguei. E disse à sua colega que me ia sentar aqui.
- Disse?  Oh, não-sei-das-quantas (aos gritos, a Brasileira cheia de gente), não cobraste o serviço de mesa a esta moça.
- Ela disse que ia ficar ao balcão! (também aos gritos)
Eu: desculpe? Eu disse que me ia sentar aqui.
- Não disse, não! Disse que ia ficar em pé! (ainda aos gritos)
- Bom, desta vez fica aí, mas para a próxima já sabe que tem de pagar mais.
Eu: .......

Burra. Burra, burra, burra. Tinha uma situação tão boa para pedir o livrinho de reclamações e deixei-me estar quieta. Fiquei a pensar no ridículo da coisa, como é que se faz uma escandaleira por mais 20 ou 30 cêntimos. Como é que duas funcionárias largam aos berros, com todos os clientes a ouvirem. Pela parte que me toca, não volto a pôr lá os pezinhos. E farei a pior publicidade possível do sítio, que sempre foi conhecido por não primar pela simpatia. Mas pronto, uma coisa é serem antipáticos, outra é serem parvos.

A vida by Pipoca #3

Aaaaaaaai, que fim-de-semana tão longo, e tão activo, e vai-se-me a ver e já chegou ao fim, e descanso que é bom, nada. NADA! Como é que amanhã já é segunda? Vou impugnar este fim-de-semana, cheira-me que houve para aqui trafulhice. Agradeço que me dêem mais três dias. Três diazinhos e fico fina.
Ora bem, então no sábado lá houve a tal surpresa à madrinhagem. Antes disso, e como cheguei demasiado cedo, achei boa ideia ir conhecer a nova loja de cupcakes no Bairro Alto. Ai, que são tão bonitos, pequenas obras de arte da pastelaria, deixa-me cá enfiar um no bucho a ver que tal. Bombas, meus amigos, bombas! Acho que assim a olho nu consigo avistar o sítio que o cupcake de côco ocupou no meu rabo. Uma pessoa tenta ser bem intencionada, tenta beber água e comer verduras que fazem tão bem aos ossos, mas depois abrem coisas destas na cidade e a tarefa fica mais difícil.



Depois, a surpresa. Estranhamente, consegui reunir sete madrinhas à hora marcada. Um atraso de dez minutos, tratando-se de mulheres, não é assinalável, é até de louvar. Contava com, pelo menos, 45 minutinhos desesperados a ligar para uma e para outra e para mais outra. Havia quem desconfiasse, havia quem estivesse às cegas, mas a coisa era simples: uma sessão fotográfica na Chiado Glam Factory. Foi a loucura. O mulherio todo a ser pintado, a experimentar roupas, a subir a um terraço ventoso no Chiado, a ir para a Bica, e para o Bairro e para a rua Garrett, e a fazer parar o trânsito para tirar fotos numa passadeira, e a dar saltos no meio da rua. Sempre de micro-vestidos e salto altos, que se há coisa boa de usar nestas ruas é salto alto. Altamente recomendável. Felizmente, ninguém foi vítima de violação, mas houve ali uma  ou outra altura em que eu temi o pior.















À noite rendi-me aos talentos do meu homem como sushi-man. Estava com algum receio, confesso, que o homem só fez um cursinho de duas horas e veio de lá cheio de fé. Convidou não sei quantos amigos para servirem de cobaia, e eu a achar que aquilo ia dar muito para o torto, já com o número da Telepizza à mão, não fosse dar-se alguma ocorrência desagradável. Tipo, o arroz ficar em papa, ou o peixe vir carregado de espinhas. Mas não, a coisa correu bem, estava tudo muito agradável. Só lhe falta apurar um bocadinho a parte estética, mas ele vai lá. Só tem é de praticar. Preferencialmente, todos os dias. Ao almoço e ao jantar. Não me importo de ir dando a minha avaliação. Claro que quando vi a cozinha no final da brincadeira achei que tinha passado um mini-tornado por ali. Até na torradeira encontrei arroz. Enfim, tudo pela alegria do pequeno. Pelo meio ainda assistimos a mais uma ESPECTACULAR vitória do GLORIOSO. Bonito.















Hoje saltámos da cama pela fresquinha (o caos provocado pelo sushi assim o impunha) e, depois das arrumações assim ao de leve, aterrámos no brunch do Altis Belém (recomendo, assim uma vez por festa). Se eu podia ficar-me pela água e pelos legumes? Podia, mas não era a mesma coisa. E é tão agradável estar ali ao solinho, com vista para o rio, a comer como uma debulhadora... Lamento, mas eu nasci para o conceito all-you-can-eat. Dou-me bem, o que querem? Agora os ovos mexidos, e o sushi, e as saladas, e as espetadas de peixe, e os lombinhos de porco preto, e as 27 variedades de sobremesa, vamos embora, haja alegria e espaço no estômago.


































Depois de um passeiozinho no Tejo (para "desmoer"), regressámos à base para tratarmos de cenas do casamento. Ah, então e o que é que vamos comprar para dar de lanche às pequenas dos convites? Olha, podia ser uma coisa que ainda não comi este fim-de-semana: cupcakes! Assim uma caixinha de seis, só por causa das coisas. Desta feita, os da Merry Cupcakes, que eu gosto de dar dinheiro a todas as casas de Lisboa. Oh, vida! Alguém se junta a mim para criar um grupo no Facebook, qualquer coisa tipo "Estamos a alontrar, por favor acabem com os cupcakes... NO MUNDO!".
Ao jantar tive direito a nova rodada de sushi, que o homem continua cheio de iniciativa e boa vontade. Eu agradeço. E, para terminar em beleza o fim-de-semana, achei que devia fazer uma coisa que, obviamente, já sabia que me ia deixar indisposta: preencher o IRS. Não o preenchimento em si, que agora aquilo já é tudo automático e rapidinho, mas o resultado final. Portanto, em 2009 fiz retenção na fonte de quase dois mil euros. E quanto é que eu vou receber, quanto? Pouco mais de 600€. Acho bonito. Por favor, alguém me explique este sistema, porque custa-me muito ver voar tanto dinheiro para os bolsos sei lá eu de quem. LADRÕES!

Sexta-feira, Abril 23, 2010

Eh pá, nem de propósito. Acabo de receber um telefonema a convidar-me para um workshop de cozinha mexicana... com o Chakall! Uau. Afinal, o universo não dorme.

O Pequeno Médico

"Não sei se acredito em acasos, mas também não sei se acredito no destino. Sei apenas que há coisas que acontecem, talvez porque era suposto que assim fosse, talvez porque calhou. Foi assim que conheci a Grazi. Estava numa loja a fazer um trabalho quando ela entrou. Cumprimentou a dona como quem já é da casa e, naquele jeito típico dos brasileiros, falou comigo, completamente indiferente ao facto de nunca nos termos visto na vida. “Nossa, essa loja tem coisas lindas, né?”. Disse que sim, era verdade. Achei-a logo simpática, despachada, com qualquer coisa especial.


Quando percebeu que eu era jornalista, a Grazi ficou entusiasmada, contou-me que ia abrir uma loja em Lisboa, um conceito completamente diferente. E eu, que ando sempre à procura de coisas novas, pedi-lhe que me avisasse assim que abrisse. Estendeu-me um cartão com os contactos, pedindo desculpa por não ser um cartão pessoal. Era o cartão com os dados do livro que tinha lançado há poucos anos. A senhora da loja, surpreendida com a coincidência, disse “sabe que esta menina também lançou agora um livro? Temos aqui duas escritoras”. A Grazi perguntou-me sobre o que era o meu livro, e eu respondi o que respondo sempre: “parvoíces”. “E o seu?”, perguntei. “É sobre o meu filho, o Alê, que morreu há seis anos. Chama-se O Pequeno Médico, porque era o que ele queria ser”. Engoli em seco. Tinha à minha frente uma mulher cheia de energia, divertida, absolutamente resoluta em não se deixar abater pela dor e pelo negativismo. Pelo menos, aparentemente, ninguém diria que tinha passado por uma coisa tão dramática e revoltante como perder um filho de 13 anos.


Fiquei com muita curiosidade em ler o livro, perguntei à Grazi se o poderia encomendar do Brasil. Dois ou três dias depois, recebia um mail dela: tinha um livro para me dar e gostava de se encontrar comigo. Combinámos um café com vista para o Tejo e, em troca, levei-lhe o meu livro. Quando o café acabou voei para casa. Sentei-me no sofá e li o livro num fôlego, em duas horas. Sabia o final da história, mas tinha esperança que o desfecho fosse diferente. Que se desse ali um milagre qualquer. Ao longo de cento e tal páginas acompanhei a evolução do cancro raríssimo do Alê, dos tratamentos dolorosos a que se submeteu, da força que teve, da leveza de espírito com que encarou a doença, até ao fim. E vivi o livro como se se tratasse de um familiar, de um amigo a quem só se deseja o melhor. Infelizmente, aconteceu o pior e, no final, senti aquela perda como um murro no estômago.


Já o disse à Grazi, agora escrevo-o aqui: admiro-lhe a energia, a disposição, a maneira como é agradecida pelas coisas mais pequenas, como parece valorizar tudo e ver sempre o lado bom. Admiro-a, do mesmo modo que admiro os meus pais. E todos os pais que perderam um filho, assim, inesperadamente. Não sei como se sobrevive a uma coisa dessas, como se arranjam forças para continuar. Mas dou-lhes muito valor por isso."
Crónica publicada no 24Horas há quase um ano

Ontem recebi a versão portuguesa do livro, que estará à venda a partir da próxima semana. Uma vez mais, li-o num instante, como se ainda não o tivesse lido. Foi um best-seller no Brasil e tenho a certeza que também será um sucesso cá. E, por ser uma história tão intensa quanto devastadora, aceitei com imenso prazer o convite que a Grazi me fez para apresentar o livro. Vai ser no dia 5 de Maio, às 19h00, na Fnac Chiado. Quem quiser aparecer é bem-vindo.

Boletim da Noiva #10

Eu gostava de saber porque é que a simples menção da palavra "casamento" faz logo disparar os preços de tudo. De repente, o que normalmente tem preços normais ou aceitáveis, é inflacionado só porque se trata de uma boda. Por exemplo: pedi um orçamento num cabeleireiro fancy de Lisboa e..., vai buscar, 300€. TREZENTOS EUROS? Mas enlouquecemos de vez, foi? Quer dizer, se eu for lá cortar o cabelo e fazer umas caracoletas engraçadas, num qualquer dia de semana, pago, no máximo, 50 euros. Ah, mas se é um casamento, então vamos aproveitar que a noiva está desgovernada, capaz de dizer que sim a qualquer coisa, e espetar-lhe com 300€ em cima. Pois, deve ser. Desde o início desta coisa que dá pelo nome de casamento que eu sempre disse que ia tentar manter uma atitude minimamente racional. É que se uma pessoa não pára para pensar um bocadinho, quando dá por ela já gastou o que tinha e o que não tinha. O vestido, por exemplo. Experimentei dez modelos lindos na Rosa Clará, todos para cima de três mil euros, mas nenhum era assim txaaaaran, nenhum me fez pensar "tem de ser este e mais nada". Por isso, acabei por comprar outro igualmente giro, noutro sítio, e que custou pouco mais de metade. Ah, e tal, mas é preciso atentar na qualidade. Bom, só vou usar o vestido UM dia, desconfio que um modelo de 1700€ é capaz de se aguentar sem se desfazer (isto se algum dia ele chegar às minhas mãos).
Eu acredito piamente que as pessoas se passem. Às tantas, é tanta merda para tratar que o mais fácil é dizer que sim a tudo o que nos sugerem. Sim, quero um bolo com fios de ouro. Sim, quero foie-gras nas entradas. Sim, quero um tratamento de pele que me deixa com pigmentos dourados e que me vai deixar depenada para o resto dos dias. Sim, quero convites adornados com pedras preciosas. Sim, quero pagar 300€ para que me deixem o cabelo decente. A sério, ainda por cima eu não quero nada de especial. Não quero apanhados esquisitos, não quero arames a sair da cabeça. não quero borboletas, nem brilhantes, nem coisas estranhas. Quero a coisa mais simples do mundo! Vou experimentar não referir a palavra "noiva", e depois as senhoras cabeleireiras chegam ao pé de mim no dia da boda e eu grito "SURPREEEEEEEESAAAAA! AFINAL SOU UMA NOIVA, mas agora já disseram que o preço era 50€, não podem voltar atrás".

Entretanto, amanhã tenho uma surpresa preparada para as minhas sete madrinhas que as está a deixar à beira da loucura. Só sabem que têm de estar no Chiado, lindas, frescas, maravilhosas e de saltos altos. De cursos de strip a visitas a sex-shops, já lhes passou de tudo pela cabeça. Pobrezinhas. Nem sabem no que se vão meter.

Quinta-feira, Abril 22, 2010

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #7

"Não preciso de ir à piroseira da Feira do Livro para conhecer o Chakall. Já o conheci no Verão no Pine Cliffs (nem deves saber o que é, mas fixa uma pista é para pessoas com muito mais nível...) Além de ter aprendido a cozinhar, ele ainda pôs música para mim. Sim, aposto que não sabias mas o Chakall é um óptimo dj! Ao menos puseram-te ao lado da MRP que é bem pirosa ao teu género! "


Oh pá, eu sei que hoje não é terça, dia do comentador parvo por excelência, mas de vez em quando recebo uma ou outra prosa que, de facto, não merece ficar de molho tanto tempo. Como é o caso deste anónimo, que eleva a tontice ao máximo expoente.
Achei que não ia ser capaz de ir além de um "uau" depois de ler isto, tamanha a admiração com que fiquei por este anónimo. Ele (deve ser uma ela, desconfio, a parvoíce e invejite é sempre mais acentuada nelas) vai ao Pine Cliffs (já lá passei férias, bebé, está-se muito agradável), ele priva com o Chakall, ele tem uma vida que é de uma pessoa ficar de queixo caído. Madonna? Obama? Qual quê, peanuts! Esta pessoa já privou com o Chakall, esse vulto da gastronomia, esse ser incontornável dos tachos, logo a seguir à Filipa Vacondeus. E ao Manuel Luís Goucha, nos seus tempos áureos, quando ainda usava bigode. Uaaaaau. Tenho o queixo a tocar no chão de tanto espanto e admiração. E o Chakall até pôs música para o pequeno anónimo. A sério, por favor, deixe-me tocar-lhe. E depois faço como aquela fã dos Tokio Hotel e nunca mais lavo o braço. O braço? Qual quê, não volto é a tomar banho na vida, que estar assim tão perto de alguém que é quase melhor amigo do Chakall merece tal sacrifício. A sério... como é que conseguiu? Ainda por cima é difícil como o raio conseguir estar perto do homem. Eu tive de lançar um livro só para poder estar lado a lado com ele na Feira, imagine! Já viu a trabalheira? Uma obra daquelas? Pronto, uma vez também o entrevistei, estivemos umas duas horas à conversa na Estufa Fria, mas não está bem a ver a quantidade de contactos que tive de fazer para o conseguir. Acho que até apelei à Presidência da República e tudo, que chegar à conversa com o homem do turbante não é fácil. E mesmo quando consegui agendar a entrevista não está bem a ver a quantidade de seguranças à nossa volta. Já para não falar dos helicópteros que sobrevoavam a zona, com gente de G3 em punho, não fosse eu tentar dar com uma colher de pau na tola do Chakall e dar-lhe cabo da criatividade culinária. Ui, não queira saber o que foi aquilo. Ainda hoje, dois anos passados, estou submetida a um regime de silêncio que me obriga a não revelar de que cor é que ele ia vestido, e outros pormenores extremamente relevantes. É que o homem nem está sempre em todo o lado (cursos de culinária nas Amoreiras, por exemplo, são assim às mãos cheias), é mesmo preciso ser um ser ultra-especial para estar perto dele. Hã hã... Mas agora... estou aqui a pensar... não disse que o Pine Cliffs "é para pessoas com muito mais nível"? Então como é que o deixaram entrar? Teve de dormir com alguém, não foi? Deixe lá, que eu não conto nada. Temos de ser uns para os outros, e para estar perto do Chakall tudo vale a pena. Incluindo recorrer a pequenos subornos sexuais. Uma mão lava a outra.
Acho triste que ache a Feira do Livro uma piroseira. Eu, pirosona, me confesso: não passo um ano sem lá ir, mesmo que seja só passear, andar ali para cima e para baixo, a enfiar o nariz em todas as barraquinhas e a comer gelados. Eu e todos os milhares de pirosões que gostam de ler e passam por lá naqueles dias. De facto, é um crime, o cúmulo da pirosice. Gente que gosta de livros devia ser toda corrida à chapada. Pior só mesmo usar "állestáres". E olhe, filho, tomara eu ser pirosa ao nível da MRP. Ao menos ela é uma pirosa com dinheiro e que se pode dar ao luxo de viver da escrita. Goste-se ou não. Tomara eu ser pirosa com a conta igualmente recheada. Lá chegarei. Ou não. Mas pirosa continuarei a ser sempre, fica aqui prometidinho desde já, hã?
Ah, e a sugestãozinha cultural do dia, claro, que afinal é quinta.

O Indie Lisboa, que arranca hoje (lá estarei). Mais de duzentos filmes espalhados pela Culturgest, cinema São Jorge e cinema Londres. Pelo meio, festarolas das boas, no Lux, como se quer.
Adooooro gente invejosa. Foi um pensamento que me ocorreu agora.

Quarta-feira, Abril 21, 2010

Então é assim. Vou estar na Feira do Livro de Lisboa, dia 2 de Maio (domingo), a partir das 19.30. Partilharei mesa com o Chakall (vou poder tirar umas dúvidas culinárias assim bem pertinho do ouvido dele) e com a Margarida Rebelo Pinto, a quem vou estar a passar livros para ela assinar, ou a coordenar a fila de milhões de fãs que terá seguramente. Vai ser engraçado. Já me estou a ver tipo emplastro, a colar-me às fotos da MRP. Pelo meio poderei rabiscar um ou outro exemplar da minha obra aos quatro fãs que tenho (pais incluídos). Passem por lá, que espera-se um dia de sol. Se me quiserem levar gelados e coisas boas, eu aceito.
Acabei de experimentar um iPad. Se já não achava o conceito absolutamente espectacular e nunca antes visto, depois de andar a mexer-lhe fiquei ainda menos encantada. Afinal, isto serve exactamente para quê? É que assim à primeira vista não passa de um iPod Touch, mas em maior e bastante mais pesado. E um Touch já eu tenho. Naaaa, continuo a preferir os baby portáteis.

Matava por estes sapatinhos #6

Este ano ainda não comecei a minha incursão pelo maravilhoso mundo das Melissa, mas está quase, quase. Quero estes todos. Sobretudo as da Vivienne Westwood, com as bolas. Lindaaaaaaaaaaaaaas!
Deixai vir a mim as Melissinhas.










Terça-feira, Abril 20, 2010

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #6

Aaaaaaaaaaaaahhhh. E, vai-se a ver, e é terça, dia dedicado a um pequeno momento de escape (para mim) e diversão (para vocês). Não sei se foi por ter criado esta rubrica tão espectacular mas, o certo, é que a quantidade de comentários parvos tem vindo a aumentar a olhos vistos. Obrigada por me fornecerem material de primeira. Ainda assim, devo dizer, acho que são capazes de melhor. Tenho visto muita coisa repetida, muita coisinha banal e previsível. Não conseguem dar mais do que isso? Hmmm? Mas que raio de comentadores parvos são vocês? Vá lá, não sejam bananas, esforcem-se, de certeza que conseguem produzir sempre mais e maiores parvoíces.

Ora hoje vamos começar com uma pequena compilação dedicada ao tema "sexo". Aqui vai:
 - xupa-mo
- talvez se mo xupares....
- Lambe-mo
- Gostava de te ir cu

Tudo comentários de anónimos. Depois de ler isto, fiquei preocupada. Não sei se foi escrito pela mesma pessoa mas, caso tenham sido várias, tudo leva a crer que há demasiada gente com carências sexuais. E isto aflige-me. Porque acho que toda a gente deveria ter direito à sua pinocada (aliás, isso devia estar escrito na Constituição), e parece-me lamentável que as pessoas tenham de chegar ao ponto de de andar a recorrer a pedidos em blogs, para ver se se safam. Acho triste, pronto. Não devia ser preciso nada disto. Está certo que há verdadeiros trambolhos em quem ninguém pega (desconfio que deve ser o caso), mas mesmo esses deveriam ter direito ao pinanço de misericórdia. E se, por um lado, isto me deixa triste, por outro acho bonito que se lembrem de mim nesta hora de maior aperto. É que podiam lembrar-se de uma Carmen Electra, de uma Samantha Fox, qualquer coisa, mas não, quando pensam em suprir as suas necessidades sexuais, é de mim que se lembram. É pelo meu nome que chamam. E isso comove-me, deixa-me de lágrima no olho ser merecedora de tal honra. Gostava muito de poder atender os vossos pedidos mas, para além de serem muitos, não tenho vida para isso. Tenho um trabalho e cenas para fazer. Talvez um dia deixe tudo isto e me dedique à caridade, qual Madre Teresa do sexo. Até lá, olhem, têm duas mãozinhas, dêem-lhes uso.

"Só espero que NUNCA consigas ter filhos"- Raquel Gouveia

"CASAMENTO CASAMENTO CASAMENTO JA ENJOA... E OS COMENTARIOS Q AS TUAS LEITORAS FAZEM ACERCA DA TUA AVERSAO A CRIANCINHAS?? NAO PUBLICAS AI AI PIPOCA... ANDAS A FALHAR!!! HAS-SE ESTAR EM DESESPERO PARA ENGRAVIDAR E ESTAREMOS AQUI PARA VER..OU LER"- Anónimo

Ohhhhhh! Fofinhos, os defensores da pequenada. Ora bem, como estes dois comentários estão taco a taco no nível de parvoíce, podem ir juntinhos, que até ficam bem.
Em primeiro lugar, a pequena Raquel, a rogadora de pragas: sabe que aquilo que a menina quer ou espera é assim... como dizer, totalmente irrelevante para a história? Eu também podia querer e esperar ardentemente que a menina fosse acometida de uma daquelas infecções urinárias que dão tanta comichão no pipi e tantas dores nos rins que dá vontade uma pessoa se atirar para o chão. Mas pronto, isto sou só eu a desejar. O que é que isso interessa? Nada! Vai acontecer por eu desejar muito? Não. Então pronto, não adianta grande coisa. Para além disso, eu sei lá se quero ter filhos! No caso de eu não querer, aí também estou consigo e desejo ardentemente NUNCA os conseguir ter. É que era uma maçada ver-me com uma criancinha indesejada nos braços. Depois tinha de a trocar por sapatos ou coisa assim. Era chato.

Quanto ao anónimo... xinámen, o que para aqui vai. Que confusão, e falta de acentos, e falta de pontuação, parece uma versão má do Saramago. Ponto 1: casamento. Já enjoa? Deixe na beira do prato, como diria a minha avó. Já falei taaaaaaantas vezes de enjoos nesta rubrica, mas há gente que continua a insistir neste ponto. Inclusive, já dei soluções para este mal, mas ninguém parece querer saber. Nesse caso, é o chamado azarucho. Até Setembro ainda muito terá de ouvir sobre casamentos. Sobre quê? CASAMENTOS! Upppsss... e não é que disse a palavra casamentos outra vez? Olha, outra vez! CASAMENTOS CASAMENTOS CASAMENTOS! Aaaaahhh, que satisfação. Continuando: caso eu alguma vez esteja em desespero para engravidar, tenho para mim que o primeiro sítio onde vou queixar-me disso é ao médico, e não ao blog. Por isso, pode guardar as pipocas e ir à sua vida. Não só porque ainda falta muito para eu querer começar sequer a pensar nesse assunto mas porque, e sobretudo, desconfio que não falarei disso por aqui. Digo eu. Mas se quiser ficar a passo de todas as novidades da minha hipotética gravidez, vá mandando mails. Tenho todo o gosto em criar uma newsletter só para si, com conteúdos tão interessantes como "ainda não engravidei", "ainda não foi hoje", "está tudo na mesma", "ai, que parecia mesmo, mas não", etc, etc.

"casaco de ganga! ahahahahahah :x a saga da bimba!"- anónimo

Anónimo mais doce: eu sei que deve ser triste morar em Alguidares. Eu imagino o que deve ter sido uma infância inteira privado da Vogue, viver num qualquer lugarejo onde a Zara mais próxima é a uns 120 kms e onde a TV Cabo ainda é apenas uma coisa que alguns já ouviram falar mas que nunca ninguém viu. A vida é assim mesmo. E só isso desculpa que desconheça que o casaco de ganga é uma das peças mais trendy da estação. Se tivesse acesso a lojas, a revistas, à internet, poderia comprovar o que estou a dizer. Caso contrário, terá de acreditar na minha palavra. Hã? O quê? Ai afinal vive na cidade? E não sabe que os casacos de ganga estão a vender que nem pãezinhos quentes? Hmmm, então nesse caso é mais grave. É que viver longe de tudo é uma coisa, ser ignorante e limitado é outra. A menos que seja a Katyzinha. Katyzinha, és tu? É que só a Katyzinha para achar que casaco de ganga é à bimba. Pronto, olhe, tenho pena. Mas sou amiga, como sempre. Enquanto arranja tempo para ler umas revistinhas e dar um saltinho a uma loja (uma qualquer, os casacos de ganga andam aí), pode sempre espreitar aqui, aqui e aqui. Se me quiser ofertar qualquer um destes casaquinhos à bimba prometo-lhe amizade eterna.

Segunda-feira, Abril 19, 2010

Somos uma família muito voltada para o oriente: ele foi fazer um curso de sushi, eu encomendei chinês. Cada um é para aquilo que nasce.

Wishlist #15

A H&M tem calções de cair para o lado. Estou de olho nestes três. Quero todos, que este ano estou numa de calções. E não me venham chatear com a H&M, que só não encontra roupa gira quem é totó. Ou quem só vai à procura das coisas básicas e aborrecidas e clássicazinhas de sempre. Pois, isso é capaz de não haver. Mas há verdadeiras pérolas para quem quer ir um bocadinho além do same old, same old. Só é preciso abrir um bocadinho os horizontes. Um bocadinho de nada, hã?

Madrinha de mi corazón, sábado estamos lá caídas, sim? Sim, sim, sim?

Stockmarket- o resultado

Ai, senhores, que isto foi o passatempo mais rápido da história dos passatempos. Uma pessoa sai para comer uma sandocha de tomate e queijo fresco, e quando volta já tem a caixa entupida de tanta participação. Assim sendo, pequenos trollecos, podem parar, que já tenho aqui os nomes das vencedoras. Ora cá vai:

- Teresa Leandro
- Célia Santos
- Mafalda Salvado
- Marta Rebelo (querem ver que é a deputada?)
- Melissa Centurio (arrecada também o prémio persistência)
- Rita Ventura

Se não for pedir muito, enviem-me moradas, telefones, mails, número de soutien e essas cenas. Parabéeeeens!

Passatempo Stockmarket/A Pipoca Mais Doce

Pequenos trolls, aí está mais um passatempo. Quem quer ir ao Stockmarket ponha o dedo no ar! Ai, não querem? Não querem? Tudo bem! Vocês é que sabem. Mas olhem que há peças com descontos até 80%, e marcas catitas como Dolce & Gabbana, Gucci, Prada, Chloé, Jimmy Choo ou YSL (é preciso é procurar bem, hã?). Vá, eu sei que estão mortinhos, por isso tenho seis entradas para vos ofertar para a 15ª edição, que vai ter lugar nos dias 1 e 2 de Maio, no Centro de Congressos de Lisboa. Desta vez, não vai ser preciso talento, só sorte. A cada dez respostas, dou uma entradazita. Por isso, vamos embora, tudo a enviar mails para o sítio do costume: apipocamaisdoce@gmail.com. Até jáaaaaaaaa!
- Eles dizem que eu não sou bailarino...
- Não és bailarino? Então és o quê?, perguntava ontem uma mãe enfurecida, depois de ver o seu rebento chumbado nos castings do Achas que Sabes Dançar?

Pois. O problema é mesmo este. As televisões anunciam os programas de talentos e os paizinhos saltam no sofá. Vá, vamos embora inscrever o pequeno, que tem tanto jeito, dança tão bem, não há quem o bata nos bailes da paróquia. Pelo que eu vi, aquele rapaz com excesso de peso que se apresentou no palco a dançar samba, não era bailarino. Até pode gostar de dar uns saltinhos descoordenados a que chama samba, até pode achar que sabe dançar. Mas não sabe. Não sabe e o júri pô-lo a andar. Claro que a mãe não concordou com o veredicto. Ora essa. Um rapaz tão jeitoso, que dança desde os dois anos, e vem agora esta gente dizer que o meu menino não é um Fred Astaire dos tempos modernos. Eu gostava que, nestas coisas, a culpa fosse só de quem participa. Muito bem, decidiram atirar-se aos lobos, agora aguentem-se, façam para aí figuras infelizes para um milhão assistir. Em casa até nos rimos e agradecemos muito que haja gente sem qualquer capacidade de discernimento para se auto-avaliar. Para perceber se, efectivamente, tem ou não jeito para a dança. O problema são as mãezinhas como aquela. Incapazes de fazer uma análise suficientemente isenta. O que importa é que o rebento vá à televisão, que se mostre, que apareça no jornal no dia a seguir. Se depois se vai falar disso durante um ano, pelos piores motivos, não interessa rigorosamente nada. Se o vídeo vai parar ao You Tube, que se lixe. E depois falam de bullying. Há pais que são os primeiros a promovê-lo. A sede de fama é tanta que se perde, por completo, o juízo. E depois vem a indignação, a incredulidade. Constroem-se sonhos de tal modo fantasiosos que depois o tombo é grande. E o problema é mesmo esse: os paizinhos não percebem a diferença entre apoiar um sonho e apoiar um disparate. Entre apoiar um talento que realmente existe e uma vontade tão grande de ficar famoso que leva a que se faça tudo. Incluindo dançar samba na televisão, de forma completamente ridícula e risível. É a política do atirar o barro à parede, do "vamos lá tentar a sorte", do "não se perde nada em tentar". O problema é que se perde. E eu tenho a certeza que muita desta gente que não tem o menor talento e se vê no pequeno ecrã a ser renegada, vai perder muito. Em confiança, em auto-estima e em orgulho. Parece-me normal.
Também se podia falar da qualidade do programa, da dualidade de critérios, do júri que está ali meio perdido entre o "ai, vou ser sensível e chorar com esta desgraçada que perdeu a mãe aos 23 anos" e o "agora vou ficar uma hora a rir-me na cara deste gajo que diz é caixa de supermercado". Não sabem se optam por ser bonzinhos ou apenas idiotas. Para já, têm sido apenas idiotas.

Domingo, Abril 18, 2010

E pronto, mais uma vitória. E vai buscar!

BENFICAAAAAAAAAAAAAA!!!

Sábado, Abril 17, 2010

Já temos uma passadeira cá em casa. Hoje fiz a minha estreia: 40 minutos a andar em inclinação nove. Foi o tempo de ver um episódio do Irmãos & Irmãs. Isto assim é melhor do que no ginásio. Lá para o meio da sexta série já devo ter perdido meio quilo. You go, girl!

Sexta-feira, Abril 16, 2010

Principal motivo da visita do Papa, em Maio, a Portugal

Boletim da Noiva #9

Já percebi que arranjar igreja e espaço para os comes e bebes é o mais fácil na organização de um casamento. Lixado, lixado é tudo o resto, aquelas merdinhas mais pequenas, que uma pessoa espera que se resolvam por si mesmas. Assim tipo milagre. Acordo um dia e... ah, olha, já me escolheram a decoração das mesas, e as leituras e músicas da missa, e onde é que vou sentar o pessoal, e como é que vou levar o cabelo, e se vou pintada numa versão mais soft ou mais punk. Isso, minhas amigas casadoiras, é que é a verdadeira estucha. Vou adiando todas essas decisões, na esperança que alguém pense e escolha por mim. Ao que tudo indica, não vai acontecer, por isso sou obrigada a fingir que não tenho casamento marcado para daqui a cinco meses e duas toneladas de coisas para tratar. Ah, e lembrei-me agora que ainda nem tratámos de papelada nenhuma. Fixe. Entre as mais recentes preocupações está... o que ofertar aos convidados. A primeira coisa que me veio à cabeça foi... NADA! O casamento é meu, eu é que tenho de receber presentes. Mas pronto, parece que é uma visão egoísta, por isso lá vou ter que pensar em qualquer coisa que não vá parar ao caixote do lixo assim que os convivas chegarem a casa. Tipo, espelhinhos, saquinhos de pout-pourri, aquelas amêndoas coloridas, garrafas de whisky em miniatura ou fotos dos noivos. Acho que ainda tenho cenas dessas no meu porta-luvas. Já temos uma ou duas ideias giras pensadas, mas também gostávamos de não empenhar metade do orçamento nesta brincadeira, por isso vamos ver. Alguma ideia espectacular?

You’re Here

Ontem à noite dei um saltito até ao MUDE para a inauguração da exposição You're Here, da Converse. Fui ouvir os pequenos Soulbizness, esses queridos (a propósito, já podem ver o novo clip aqui), dar dois dedos de conversa com a malta blogueira (vai daqui um pequeno olá para o Alfaiate e para a Susana R.), e ver os novos modelinhos de All Star. Recomendo a visita à exposição, com pintura, documentários, graffiti, ténis pendurados no tecto, e tudo aquilo a que temos direito. Ide, ide, que vale a pena.

Quinta-feira, Abril 15, 2010

Esta chuva deixa-me com a neura. E com dores de cabeça. E agora ia tanto para casa enfiar-me na cama a ver a segunda série do Californication. Olhem, aí têm a sugestão cultural de quinta-feira. Bela série. Tão bem escrita. E uma pessoa até se esquece que o David Duchovny já foi o choninhas do Fox Mulder. Yacccck! Está tãaaaaao yammi-yammi agora... ai ai....

Txaraaaaaaaaan!

Quarta-feira, Abril 14, 2010

Matava por estes sapatinhos #5

Sim, sim, sim, eu sei que já tinha renunciado aos sapatos brancos para a boda, mas entretanto andava a passear no Net-a-Porter e os meus olhos pousaram nestes Fendi de 745€ (aaaaaaaaaaauuuuuuuccccccchhhhhhh) e comecei a pensar que éramos meninos para viver em harmonia. Enfim. Dreams, dreams, dreams.

Terça-feira, Abril 13, 2010

Querido Carlos Carvalhal:

O bronze está bonito. Está, sim senhor. Fica-lhe bem, dá-lhe um ar saudável, luzidio. Também gostei muito de o ver no início da partida, inchadíssimo, todo sorrisos, como se fosse líder do campeonato e só estivesse ali a cumprir calendário. Pois. A verdade é que estava a 23 pontos do Benfica (agora a 26...xinámen). Sim, eu sei que se tivesse ganho ao Glorioso tinha a época feita, os objectivos cumpridos, que entre ser campeão ou ganhar ao Benfica, mais depressa escolheria ganhar ao Benfica, que isso é que vos dá alegria. Pois é... correu mal, não foi? Deixe lá. Para o ano tenta outra vez. Isto se o Sporting não o recambiar. Pelo sim, pelo não, fica o conselho: uma visitinha ao centro de emprego mais próximo. Com sorte arranjam-lhe um part-timezinho num qualquer call center.

E agora deixem-me aclarar a voz e gritem todos comigo (sim, todos, até tu, sportinguista amargurado):

BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #5

Ora então vamos lá a isto. Como sei que vocês gostam mesmo muito, muito, muito disto, voltamos aos dois comentários parvos. Vamos embora? Então vamos.

"o teu blog esta cada vez mais nojentinho. eu venho ca as vezes para ver se isto melhora mas .. esta complicadinho lol pipoca, nao soubeste lidar bem com a fama. um beijinho"- Joana

Aqui temos uma leitora que anda um bocadinho perdida na vida. Vejamos. Ainda não foi há muito tempo que eu aqui expliquei o que fazer em casos de nojo. Era como as iscas. Não gosta de iscas, não come iscas. Em versão blog: não gosta do blog, não lê o blog. Parece uma coisa altamente complicada, mas não é. Claro que custa, que demora o seu tempo, mas é tudo uma questão de hábito. Então é assim: em vez de vir sete vezes por dia ao blog, começa por vir só cinco. E depois vai reduzindo. É o chamado desmame. Quando der por si, amiga Joana, já o nojo lhe passou e vai estar como nova. Fina, fina!
Outra coisa que escapou à Joaninha. Não vale a pena vir cá, nem às vezes nem todos os dias, para ver se a coisa melhora. É que não vai melhorar. Já falei disso uma data de vezes: a tendência será sempre para piorar, NUNCA para melhorar. Mas pronto, se precisa de uma desculpa para ler o blog, essa é tão boa como outra qualquer. Eu percebo.
Centremo-nos, por fim, na parte da fama. Mas qual fama? Assim de repente, as únicas pessoas que me reconhecem na rua... são os meus pais. Vá, talvez um ou outro vizinho mais atento, mas nem isso. Por exemplo, a vizinha do rés-do-chão é capaz de passar por mim quatro vezes por dia, e fala-me sempre como se ainda não me tivesse visto. Pode ser do Alzheimer. Posto isto, sou famosa onde? Pedem-me autógrafos na rua? Tenho criacinhas a lançarem-se para os meus braços? Tenho gente à porta de casa, em ânsias para me tocarem? Sou perseguida por paparazzi? Hmmm? Então não estou a ver com que fama é que eu não soube lidar. Ajudem-me!

"Desceu muitos pontos minha consideração. Não a sabia racista, mas registo. Parece crime ter filhos! Se bem k educacao não faz mal a ninguém. Mas parece que certas pessoas nem gostam da presença de miúdos nem qdo eles de portam bem!"- Rita

Em primeiro lugar, é preciso contextualizar este comentário. Só para a coisa ter mais graça. Estas sábias palavras foram escritas a propósito daquele texto em que eu dizia que as crianças deviam ser proibidas de entrar num spa (bom, na verdade eu acho mesmo é que deviam ser amordaçadas e açoitadas com violência ao mínimo guincho, mas pronto, isso é outra conversa). E foi então que a Ritinha deixou este comentário. Portanto, como eu acho que as crianças devem ficar à porta do spa, sou racista. Aaahhhh... Por acaso a teoria até nem é parva de todo. Assim como assim, há crianças que quase podem ser catalogadas como uma raça. Por exemplo, a raça "chatos comó raio". E outras. Rita, Rita, Rita, se a sua opção foi ter 7 filhos e se gosta de os arrastar para todo o lado (spas incluídos) isso é lá consigo. Mas eu, que ainda não tenho rebentos lindos e sadios, de fartos caracóis loiros, gosto de estar em sossego. Pronto, é um gosto, o que é que quer? Não é crime nenhum ter filhos, tenha-os para aí à vontade. Mas também não é crime nenhum defender que deve haver espaços vetados a crianças. É uma realidade cada vez mais comum, sobretudo lá fora. É como haver espaços onde não entram bichos. Nem fumadores. São cenas que incomodam, está a ver? E eu não tenho de aturar nada disso. Sobretudo quando estou a pagar para ter paz, e cenas zen, e incenso e merdas. Depois... quer dizer... fala de miúdos que se portam bem. Mas isso existe? É que juntar a palavra "miúdos" à acção "portar bem", parece-me coisa que não joga. Há um pequeno demónio dentro de cada puto. Naquele fim-de-semana, não havia UM PUTO quieto. É o mal deles, não estão quietos. Por isso é que são putos. Putos = não estar quieto. Não estar quieto = putos. Mas não fique triste, Ritinha. Quando eu mandar neste país vou permitir que três hotéis no país permitam a entrada de criança. Ou quatro, vá. Só para que não me chame racista. Quem é amiga?
Vá, vá, vá, não sejam velhos do Restelo. Por isso é que este país não anda para a frente, com tanta gente avessa à mudança. Podem parar com os gritos desesperados, com os "nãaaaaaaaao, muda o blog, queremos o antigo". Isso não vai acontecer. Em primeiro lugar, porque dá uma trabalheira desgraçada descobrir como se adapta o layout antigo. Em segundo, porque não quero, porque uma mudança pressupõe isso mesmo: coisas novas! Para além disso, já disse que este novo look não é definitivo. Tudo o que tinha antes foi para o espaço, e mais vale este novo header com corações e merdas do que ter tudo em branco, como se o blog estivesse em construção. Por isso, e como diz o grande querido do Pedro Abrunhosa, é preciso é ter calma, não dar o corpo pela "ialma". "Aaaah, vou levar tanto tempo a habituaaaaaaaaaar-me". Oi? Então mas a malta vem cá para ler os textos ou para ver pipocas a flutuar?  Qual habituação, qual quê! Isto está tudo na mesma, hã? Apenas mais cutxi-cutxi, que o amor anda no ar. Já tenho umas ideias bem catitas para o que quero fazer a seguir, por isso muita calminha.
Quanto aos comentários... ora bem, para além de ainda não saber muito bem como adaptar o programa que tinha antes a esta nova versão do blogger, também acho esta nova caixa de comentários muito mais prática e clean. Para além disso, os comentários não se perderam: eu tenho acesso a eles. Vocês é que não. Mas se alguma mente iluminada souber como transferir todos os comentários do programa JS-Kit para a caixa de comentários do blogger, então vamos embora, trato já disso. Volto mailogo, com a vossa rubrica preferidaaaaaaaaaa!

Segunda-feira, Abril 12, 2010

Pronto

Então, para já, isto fica assim. Há que perceber que isto é um work in progress, e agora que eu aprendi a mudar templates ninguém me pára, meus amigos. O mundo é o limite. Importante, importante era recuperar os links, o contador, e não perder textos pelo caminho. Prova superada. E, já agora, deixar isto com um aspecto minimamente decente, uma vez que, com a mudança do blogger pré-histórico para o blogger dos tempos modernos, lá se foram todos os elementos estéticos. Agora fica assim, numa onda meio cínico-romântica-cutxi-cutxi. Quando me fartar (talvez em breve, talvez não), partirei em busca de novos desafios gráficos. Para trás ficaram também todos os comentários. Não me apetece voltar a pôr o antigo programa de comentários, que já tinha há anos e anos, mas que mudou recentemente e se tornou complicadinho. Assim, os milhõeeeeees de comentários ficam só para mim, guardaditos, até que me apeteça recuperá-los. Ou não.
Enquanto não consigo recuperar os comentários antigos (será que vale a pena recuperar essas pérolas) podem sempre usar a caixa de comentários do Blogger. Isto vai lá devagarinho, nada de pressões, hã?
Como vêem, a mudança já se deu. Adeus, pipocas tão fofinhas. Agora vamos lá tentar embelezar isto um bocadinho, sem olhar pará trás.
Calma, ainda não mudei!
Estou a ganhar coragem.
O extermínio da celulite #3

Não quero jurar, mas acho que tenho para aí menos 0,12 ml de celulite. É que parece mesmo, pá. O rabo parece um tudo nada mais lisinho, mas também pode ser resultado do meu entusiasmo, que me leva ao delírio fantasioso. Hoje fui submetida à quarta sessão de tortura na Body, e segundo a Angélica, a aniquiladora de rabos gordos, a minha gordura é ginóide. Ou seja, dá-lhe para se acumular na parte inferior do corpo: quadril, glúteos e coxa. Pumba, lá está ela todinha. Confere. Ainda assim, acho que antes nas coxas do que na barriga (gordura andróide). O rabo dá para disfarçar com uma calcita mailarga, ou um vestidinho airoso, mas a barriga é mais tramada. E é sempre aquela coisa do "ai, será que está grávida, será que não está grávida". Comigo, não têm essas dúvidas. Olham-me para o rabo e ficam logo a saber que é gordura mesmo.
Esta semana volto à balança da nutricionista, e ao medidor de massa gorda. Medoooo. Não me tenho portado particularmente bem. Acho que vou correr duas horas à volta da Body antes da consulta. Pode ser que resulte.

E agora vou carregar no tal botãozinho laranja que pode mandar este blog para o espaço. Foi um prazer, sim?















Qual é pior coisa que me pode acontecer se carregar ali no botãozinho laranja? Gosto da ideia de poder pôr o blog mais moderninho, mas não estou a vibrar com a parte do "perderá muitas das alterações efectuadas anteriormente". O que é que os senhores querem dizer com isto, hã???

Já alguém fez esta operação? AJUDEM-MEEEE!!!


Sábado, Abril 10, 2010

Pois é, tudo indica que o meu header foi desta para melhor. Descanse em paz, esteja lá onde estiver. Assim como assim, já está na altura de dar aqui um refresh ao look, que o blog merece. Mas e depois perguntam: "ah, mas e porque é que não pões um header de 34x78, com definição ultra sónica, luzes LED e cenas assim mesmo fixes?". Porque não sei! Porque escrever num blog e saber como o embelezar são dois universos muito distantes. Sei postar fotografias, e, e...! O header antigo foi alguém que o fez por mim, e que esteve uns 27 dias a tentar ensinar-me a pô-lo no lugar. E o mesmo com as pipocas amorosas do background. Esqueçam, sou uma info-excluída. E eu adorava ter um daqueles blogs todos pós-modernos, com montes de páginas diferentes, como o do João Tordo ou o da Mini-Saia, que se renderam aos encantos do Sapo e têm agora blogs xuxu-beleza. Mas eu não sei, afeiçoei-me ao Blogspot. Já fui convidada para me passar para o Sapo, mas sinto-me um bocado como o traidor do João Pinto, que largou o Benfica para ir jogar para Alvalade. O Blogspot sempre me tratou tão bem ao longo destes sete anos, custa-me agora deixá-lo assim, sem olhar para trás, sem ter em conta os bons momentos que passámos juntos... Mas depois penso, o meu blog é tão velho que ainda tenho a versão mais arcaica do blogspot, daquela em que tudo o que se quer mudar tem de ser em html e, parafraseando um leitor que nos é muito querido, percebo tanto disso como de lagares de azeite. Por isso não sei que faça. Por um lado tenho vontade de me render à concorrência e ficar com um blog maravilhoso, por outro custa-me deixar assim quem tão bem me tratou. Não sei que faça, é um dilema que não desejo a ninguém. Se houver para aí gente que perceba do assunto e que queira discorrer sobre o tema Sapo Vs. Blogspot, estou mortinha para ler. Melhor, se houver alguém com um qualquer curso de design de blogs (deve haver, já há cursos de todo), não quer fazer o seu estágio no meu blog e deixá-lo assim supimpa?? Hmmmmm? Pensem nisso, pequenos trolls.

Sexta-feira, Abril 09, 2010

Sou só eu que não consigo ver o header do meu piqueno blog ou é mal geral? Sumiu-se para o ciberspaço??
Siiiiiiiim, a quem se ofereceu para enviar contactos de maquilhadoras daquelas mêmo boas, venham eles.

Ah, e aproveito para agradecer muito, muito, muito a todos os que me enviaram sugestões de musiquinhas para a boda. Ainda não tive tempo para responder aos mails mas fica, desde já, o agradecimento. São os mais fofinhos.
Aaaaaaaaaaaaah! O Aidan está de volta!!! Incha, Big!!!
Boletim da Noiva #8

Sendo eu uma pessoa um tudo-nada indecisa quanto aos detalhes da sua boda, há uma coisa da qual sempre tive a certezinha: não sair de casa dos pais directa para a igreja. Porquê? Para evitar aquela coisa muito linda de fotos da noiva ao piano, fotos da noiva ao telefone, fotos da noiva a comer rissóis de leitão, fotos da noiva a olhar pela janela, fotos da noiva estendida na cama de solteira, rodeada de peluches. Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiih! Não! Nem pensar, nunca na vidinha! Por isso, decidi que vou sair de um hotel, que é um espaço muito lindo, que me é muito querido, que é a três passos da igreja, e onde dá para fazer fotos daquelas mesmo giras. É lá que vou concentrar tudo: cabelos, maquilhagem e mãe. Não quero gente nervosa à minha volta, uma mãe em lágrimas é suficiente.
E agora, a pergunta que se impõe: maquilhagem, sugestões? Já me falaram dos maquilhadores da MAC, que trabalham ao domicílio, e estou tentada a experimentar. Eu queria mesmo era a Antónia Rosa, mas também gostava de não pagar uns dez mil euros por uns rabiscos na cara. Enfim. Mais ideias?
Perdemos, é a vidinha, toca a todos. Também não estávamos propriamente a jogar contra o Barreirense. E também não se pode dizer que o Jesus tenha sido muito iluminado. Por isso, olha, azarucho. Fica para a próxima. E o Benfica continua a ser grande. Tãaaaaaaaao grande que nem me deu para ficar triste. Vamuzembora, Glorioso!

Quinta-feira, Abril 08, 2010

Que a força esteja connosco.

Um bocadinho de cultura nunca fez mal a ninguém #4


Pequenos trolls, é já amanhã que os Soulbizness do nosso coração lançam o segundo EP. O primeiro tinha aquela musiquinha que passava na tv, a "Oh, Sugar", estão a ver? Não? Pronto, também não importa, porque amanhã vão ter oportunidade de ouvir essa e muitas outras, igualmente catitas. Por isso já sabem: amanhã, 23h00, no Frágil. Eu vou, e quem não for é totó!

Para a malta que está longe, podem sempre dar um saltinho ao My Space dos meninos. Sempre ficam a saber do que se trata.

Quarta-feira, Abril 07, 2010

Matava por estes sapatinhos #4

Então e estes Louboutinzinhos para a boda? Tão fofinhooooooooos!

PASSATEMPO BODY CONCEPT- o resultado

Ora bem, minhas amigas, desta feita isto não foi mesmo nada fácil. Devo dizer que foi o passatempo que contou com as participações mais originais desde a invenção dos passatempos neste blog. E foi tão, mas tão, mas tão difícil eleger apenas uma vencedora, que a Body Concept decidiu alargar a generosidade. Assim, para além da grande vencedora, que recebe o tratamento de cavitação, a Body decidiu oferecer a todas as participantes um vale com direito a três tratamentos de estética no esthetical gym. Como tal, agradeço que as interessadas me enviem a sua moradazinha, para a Body vos contactar.
Assim sendo, aqui vai a participação vencedora. Um grande clap clap clap!

Para escrever com ódio profundo
Até maior do que pela EMEL
Tirei as calças e decidi-me
A ver o estado da minha pele

Em má hora me examinei
E vou dizê-lo sem pruridos
Quando virei o rabo para o espelho
De imediato perdi os sentidos

É ainda combalida que penso
Em plano digno de tropa de elite
Dou a vida se preciso for
Mas levo comigo a celulite

Com esta minha estratégia
Que sapatos ou vestidos de jeito
Não mais me entrem em casa
Se não acabo de corpinho bem feito

A cada dia hei-de beber
Dois litros de água, dois de chá
E ao koala que habita em mim
Ai se o não arranco do sofá!

Diz que a natação ajuda
Pois vou nadar até Lanzarote
Hei-de lá chegar sereia
Tendo saído de cá cachalote

Já só vou ingerir verdes
Dos grelhados dobro a dosagem
Vade retro batatas fritas
Óleo só se for de massagem

Vou usar sal como esfoliante
Na comida será porém escasso
Vou misturá-lo com creminho do bom
Esfregar até me cair o braço

Dos refrigerantes sou porém Winehouse
Não vivo sem as bebidas com gás
Quero uma clínica de "rehab"
Será que pode também ter spas?

Em prol de uns glúteos de pedra
E de pernas tonificadas
Os nove andares do meu prédio
Já só subo pelas escadas

Quando se virem resultados
Venha fio dental, venha nudismo
Chegarei até quem sabe
A Miss Parque de Campismo

Direi então com desdém
"Mas aquela não sou eu!"
Quando me vir em fotos antigas
Com este imponente pneu

Quero pernas de Madonna
Braços de Kournikova
Barriga de Naide Gomes
No rabo nem mais uma cova

Pois para isso preciso mesmo
De tratamento por pessoa experiente
Dispenso as mãos de um trambolho
Que se diga técnica competente

E p'ra não fazer pacto com o diabo
Por não me parecer coisa ética
Peço pois à Body Concept
Ajuda nos seus centros de estética

Isabel Mendes

A Anna Wintour que se cuide. A Kátyzinha chegou, e sabe do que fala. De chorar a rir.

Terça-feira, Abril 06, 2010

PASSATEMPO DKNY Pure- os resultados

Agora que já tiraram a barriga de misérias, com quilos de amêndoas e outros tantos de ovos e folares (estão a agonizar no sofá, não é?), aproveito para revelar os nomes das vencedoras (sim, foram só meninas) do perfume DKNY Pure. Relembro que foram cinco as escolhidas, e que me devem enviar as vossas moradas, está bem, pequenas trollas? Então vamos a isto, sem qualquer ordem de preferência:

Pipoca amiga querida
Pareces adivinhar
Era mesmo do novo pure DKNY
Que eu estava a precisar.

O que tenho está no fim
Tem os seus dias contados
Este cheira qué uma maravilha
Dava-me um jeito dos diabos.

E como se cheirar bem
Não fosse já suficiente
Ainda apoia uma causa
O que o torna surpreendente.

Ele que venha até mim
Que eu lhe digo como é qué
Hei-de usá-lo todo o dia
Da cabeça até ao pé.

Laura Agostinho



Andava eu pela blogosfera,
Quando encontro para meu espanto,
A pipoca amiga pois claro,
Pipoca do nosso encanto.

Lançou um passatempo daqueles bem bons,
Como só ela sabe fazer,
Dá- nos o prazer de poder ler as suas linhas,
E vicia-nos neste querer.

Várias gotas de solidariedade,
Uma fragrância de baunilha,
Uma pipoca sempre solidária,
Um pureDKNY que cheira qué uma maravilha.


Mariana Marques

20h30…Sexta-feira
Encontro com o Johann Urb dentro de 2 horas.

O que vestir? Pânico!
Que sapatos calçar? Pânico! Pânico!!
Que mala utilizar? Pânico! Pânico! Pânico!!!

Pipoca amiga, existem momentos em que tudo tem de ser perfeito, por isso, esqueço as roupas, esqueço a mala, esqueço os sapatos, com PureDKNY não há como falhar. É tudo o que é preciso para um momento perfeito e inesquecivel. E cheira qué uma maravilha.

.......... Aprovado pelo Johann Urb.


Márcia Alves

Um perfume chegou leve, levemente
e êxtase provocou em mim.
Serão rosas, serão sementes?
Sementes não são certamente,
só pureDKNY cheira assim.

É com certeza a baunilha,
que cheira qué uma maravilha.
Há que a sua produção assegurar
e a CARE apoiar.

A pipoca amiga cheirou
e o passatempo decidiu lançar.
Se participou e não ganhou
compre, pode sempre ajudar.


Sara Sá

sms ao namorado:

Querido Namoradinho,
Venho por este meio informar-te que,
devido à tua recusa em me ofereceres o novo PureDKNY,
estás dispensado!
Lamento muito..
Vou pedir à Pipoca amiga verdadeira que me ofereça
este perfume que cheira qué uma maravilha
para rapidamente preencher a tua vaga!
Cumprimentos,
A tua ex-namorada.



Rita Bon de Sousa
Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #4

Hoje o tempo não abunda, ao contrário dos comentários parvos, que proliferam com vigor. É vê-los, quais cogumelos, a pulular alegremente. Assim sendo, hoje deixo-vos só um comentário, está bem? Para a semana temos mais.

"Só uma puta barata como tu podia gostar do CarDozo e do Benfica!es msm mulher do povo"- Anónimo (que surpresa)

Aaaah, mais uma maravilhosa pérola, um exemplo de fineza e educação. Bonito, bonito. Enfim, vamos lá ver se nos entendemos. Querido anónimo: feliz ou infelizmente, nunca me deu para a prostituição, mas não é uma coisa que esteja completamente arredada da minha mente. Isto uma pessoa não sabe o dia de amanhã, e não se pode dizer nunca. O dinheiro não cai das árvores, o desemprego é uma realidade, hoje estamos muito bem com o rabo alapado atrás de uma secretária, amanhã estamos a caminho do centro de emprego para preencher a papelada e fazer um curso de botânica ou bricolage. Ainda assim, um dia que vire puta, pode ter a certezinha que vou cobrar todos os serviços ao preço do ouro. Puta sim, barata nunca na vida! Por acaso sabe a quanto é que está o preço de uma boa sessão de sexo? Custa mais do que a sua educação, meu amigo.

E depois... quer dizer, assumir que só as putas (baratas) é que gostam do Benfica e do Cardozo, é assim a atirar para o... como é que se diz? Estúpido? Revelador de insuficiência de massa encefálica? Hmmmm? Para além disso, eu até nem simpatizo com o Cardozo. Pelos vistos, também não conseguiu perceber aquilo que eu escrevi sobre ele. Nada que me surpreenda. De qualquer modo, antes puta e benfiquista, do que primeira dama e portista. Ou idiota e anónima, como uns e outros. Cruzes credo. E só agora é que descobriu que sou uma mulher do povo? Anda uma pessoa a criar um blog há quase sete anos para depois ainda haver gente desta, que leva uma vida a traçar perfis sociológicos. Mais rapidez de pensamento, por favor! Em jeito de despedida, deixo-lhe as capas dos desportivos de hoje. Um miminho meu, vá. Aceite, que este é de borla. O próximo já será a pagar. Como qualquer boa puta que se preze.